A gente adora ver como Campo Grande cresce a cada ano que chega brilha os olhinhos de orgulho da nossa capital. Mas quem nasceu aqui ou mudou-se para cá há mais de 10 anos sabe que muitos lugares marcaram nossos dias e deixaram saudades. Vamos reviver juntos a recordação de épocas que ficaram apenas na memória de quem frequentava esses lugares?

Feira Central 

Um dos pontos turísticos mais visitados em Campo Grande, a história da Feira Central começou há décadas e se tornou definitivamente um local tradicional do campo-grandense.

Mas a “gourmetização” da feirona veio só em 2004, quando se mudou para a Esplanada Ferroviária, porque antes bom mesmo era se acotovelar nas barraquinhas aconchegantes que ficavam Abrão Júlio Rahe, não é mesmo?  Já falamos sobre nossa querida Feira Central AQUI.

Tô de Brinks 

O paraíso dos fliperamas foi aberto em 1984 e funcionou até 2001. Foi um marco na cidade pelos videogames e simuladores que eram incríveis para a época! Afinal, que aí nunca matou aula só para uma partidinha? o/

Cinema na rodô 

Hoje ponto de apresentações culturais e opção de lanches para os boêmios, a antiga rodoviária de Campo Grande que fica no bairro Amambaí tinha o Cine Center, cinema pornô inaugurado em 1977 que funcionou por 36 anos. O único cinema voltado para filmes adultos na cidade resolveu fechar as portas depois de muitas batidas policiais por flagrantes de uso de drogas.

O Cine Plaza também ficava no local. Bem mais sofisticado, lá tinha até um american bar para quem quisesse assistir ao filme separado por um vidro.

Apesar de antigos e danificados, em ambos os cinemas ainda existem as poltronas, o palco e as telas de projeção. Reativar o espaço seria ótimo para novos projetos, né?!

Balada em conveniências 

Beber em posto de gasolina! A ideia de estacionar o carro com o som ligado para fazer o famoso “esquenta” tornou-se a balada por si só durante um tempo em CG.

A bebida no posto é bem mais em conta do que em bares e casas noturnas, então o pessoal já ficava por ali mesmo. Logo mais, os próprios estabelecimentos tinham som ao vivo e mesas e cadeiras para acomodar melhor a galera.

Tuts-tuts 

Bem antes do sertanejo universitário tomar conta dos rádios, Campo Grande passou por uma febre chamamezeira que fez um sucesso estrondoso com os grupos Alma Serrana, Canto da Terra e Tradição. Houve um tempo também em que baladas teens estavam por todos os lados.

Quem não se lembra da Limit, D-Edge, Mr. Dan…época bem cosmopolita para os jovens de Campão com as chamadas matinês.

O público que fugia um pouco desse circuito contava com lugares inesquecíveis da noite campo-grandense. É fácil puxar na memória shows que aconteceram no Chácara bar, o primeiro bar para os apaixonados por rock, ali na 15 de Novembro… ou nos redutos do rock Stones e Bar Fly , quando este ainda funcionava na rua Bahia.

E o “Só Rock no Horto”, hein?! As tardes de domingo ficaram vazias sem os encontros que aconteciam no Horto Florestal. Redescoberto pelos frequentadores do carnaval de rua que tomou CG nos últimos anos, o Bar da Aguena já existe ha décadas. Com seu azulejos azuis e chão vermelho, é o mais antigo bar da cidade ainda em funcionamento.

Saudades mesmo a gente sente do Motoroad, que voltou em 2017, mas se antes dava pra desfilar com as jaquetas do Hard Rock Café, este ano foi só no passinho dos funkeiros.

Agora… quem não gostava muito desse monte de coisas, com certeza estava no mIrc, né?!

| Acontecia, Mato Grosso do Sul

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