Sucuri-amarela, um pouco sobre a anaconda!

Bem conhecida pelo filme “Anaconda”, na nossa fauna é comum toparmos com uma dessas e, por isso, vamos falar sobre a sucuri-amarela e o dilema desta convivência! Afinal dar de cara com uma sucuri pantaneira é o tipo de encontro para aventureiro nenhum botar defeito, né?

Sucuri-Amarela do pantanal
Imagem capturada em Corumbá-MS.; Foto: Jairmoreirafotografia

Conheça a família dos boídeos

Bem de boinhas (tum duts), a grande família dos boídeos agrega todas as serpentes constritoras, aquelas que apertam e sufocam a presa. Parte desta família fofa, a sucuri-amarela (como é conhecida a sucuri do Pantanal) é comumente encontrada na região central da América do Sul.

Ela vive cerca de 30 anos e cresce até o fim da vida, podendo atingir até 4 metros de comprimento e 30 kg, embora existam registros antigos que confirmam a existência de exemplares de 7 metros.

Seu corpo é todo amarelado, com manchas pretas, e por causa da caça atrás da sua pele, sua situação é de ameaça. Em tempos de cheia, ela percorre distâncias consideráveis em busca de alimento, embora nunca se encontre longe da água.

Predadoras, sucuris matam para sobreviver

Diferentemente do que a maioria pensa, a sucuri-amarela não produz toxinas capazes de matar. Seu método consiste em envolver a presa com seu corpo e apertar até que o coração pare de bater. Pensar nelas como predadoras apenas de animais grandes também é uma confusão comum.

Elas consomem tipos diferentes de presas e, assim como os jacarés, parte principal da alimentação da sucuri-amarela são os peixes. Mas não dá pra marcar bobeira, um dia a sucuri pode comer o filhote do jacaré e no outro, a história se inverte. E de repente, a batalha pode ser travada entre eles.

Como outros predadores, elas têm um importante papel a cumprir nos ambientes que habitam: o de controlar as populações de suas presas, incluindo pragas potenciais para o homem, como ratos. Tímidas, elas evitam o contato humano, tornando o ataque desenfreado a pessoas apenas uma crença popular, sendo na realidade bastante raro. A captura e a manipulação inadequada, sim, resultam em acidentes.

Quando ameaçadas, essas grandes serpentes escondem a cabeça entre as voltas do corpo de um jeito tão apertado que fica impossível desfazer o emaranhado, ainda podendo atacar como forma de proteção. E, mesmo sem veneno, sua mordida é bemmm forte.

O inimigo é sempre o mesmo

Atualmente, a caça a sucuris é proibida internacionalmente, mas seu maior inimigo ainda somos nós. Fatores como a matança desgovernada por medo ou o desmatamento do seu habitat contribuem para aproximar a extinção da espécie. Sendo uma das espécies mais procuradas pelos turistas estrangeiros que visitam o Pantanal, a sucuri-amarela atrai pessoas que até pagam para “topar”com uma embaixo d’água!

Então a melhor forma de proteção, portanto, é a conscientização da exploração de florestas e rios. Portanto, aprender a conviver com as sucuris é muito mais efetivo e humano para a sobrevivência das nossas planícies pantaneiras.

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