Surgindo no final da década de 60 do encontro dos córregos Cabaça e Bandeira, o Lago do Amor faz parte da reserva ambiental do campus da UFMS e leva esse nome em razão da grande quantidade de casais que se encontravam em suas margens, cercadas pela fauna e flora típicas da região.

O lugar recebe diariamente moradores da cidade que aproveitam a paisagem para se exercitar, tomar um tereré ou admirar os animais que por ali vivem. Para compor o cenário do lago, o monumento “O Beijo”, do artista plástico Pedro Guilherme, se tornou referência visual do lugar. A escultura tem 14 metros lineares por 4 metros de altura, é feita de concreto armado e retrata dois peixes carás se beijando, uma alusão ao romantismo do lugar.

Sossego e beleza que não podem acabar

Para quem tem intenção de ter contato com a natureza, descansar, fazer um piquenique ou caminhada, o Lago do Amor não perde em nada para outros cartões-postais da cidade.

Porém, com a desplanejada e crescente urbanização em seu entorno, bem como a inexistência de estruturas para drenagem das águas pluviais, em pouco mais de 20 anos, o lago poderá deixar de existir. A quantidade de obras na região unida à falta de planejamento de escoamento da água já sacrificaram e extinguiram outro lago perto dali, o do Rádio Clube, hoje quase sem vestígios de que já fora uma área alagada. Há tempos pesquisadores da UFMS vêm estudando o lago e notado a mudança na paisagem.

Por falta de um sistema de conservação do solo, estima-se que, só de areia que se desloca de outros bairros até ali, cerca de 6 toneladas por ano param no lago. A própria universidade tem projeto para tentar salvar o lago com o plantio de árvores e também no sentido de melhorar a drenagem urbana para evitar que sedimentos cheguem ali. Será que sai?

Para a gente, resta o bom senso e cuidado para não perdermos a fauna e flora locais.

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