Não importa a função, foguista, maquinista, chefe de estação, chefe de trem, portador e tantas outras. Todas designam o ferroviário. Profissional que usou a ferrovia como instrumento que permitiu aparecer parte das potencialidades econômicas e políticas de Campo Grande e atividade essencial para o desenvolvimento econômico e estrutural de diversas regiões do país e do mundo.

Trem misto que sairia de Ponta Porã para Campo Grande em 1965; Original.

E, em Mato Grosso do Sul, não é diferente.

Complexo Ferroviário de Campo Grande

Segundo do Brasil tombado pela União como patrimônio histórico, o Complexo Ferroviário de Campo Grande conta boa parte da nossa história. Em 1914, quando a primeira locomotiva chegou à ferroviária, ainda improvisada, a vila de Campo Grande tinha menos de 2 mil habitantes e a Noroeste do Brasil (companhia ferroviária brasileira) impulsionou a migração de trabalhadores do antigo Mato Grosso para essa região.

A mesma companhia construiu casas para abrigar os funcionários e suas famílias enquanto eles prestavam serviços à ferrovia. Os padrões das casas eram diferentes, conforme a graduação dos trabalhadores, maquinistas, mecânicos, engenheiros etc.

Plataforma da estação lotada com passageiros

Com início do processo de tombamento em 2007/2008, foi feito um levantamento das estações e imóveis da estação ferroviária a fim de dar o valor histórico e cultural ao local. Desse levantamento descobriu-se um indício valioso com relação do Complexo Ferroviário de Campo Grande pela sua construção e instalação.

Entendeu-se que a preservação da história e as características físicas dos imóveis que têm em Campo Grande não existem em outras cidades, provando a sua importância histórica e o valor desses imóveis para nosso estado e para o país.

O tombamento inclui 22 hectares e 135 imóveis. A Estação Central, a Vila dos Ferroviários, escritórios e oficinas estão entre os imóveis.

Com exceção de alguns trechos, em Campo Grande a linha do trem foi desativada e os trilhos arrancados, restando apenas na malha ferroviária e alguns complexos culturais, como a Orla Ferroviária, Orla Morena, a Estação Ferroviária e o Armazém Cultural.É importante fazer essa leitura de quando a cidade começou, para onde está se estendendo até hoje e, principalmente, não esquecer que falar sobre os trens não só fazer uma viagem ao passado, mas uma história que já conta com avanços tecnológicos.

E aí, ferroviário, será que o Brasil trem jeito?

Apesar de ferrovias serem parte importante da nossa história de desenvolvimento, elas foram esquecidas pela sociedade e pelo poder público nacional.

Com a melhoria da tecnologia, a evolução do trem foi natural em algumas regiões, surgindo novas máquinas a vapores e modelos diversificados. No transporte de cargas ou de passageiros, as ferrovias têm, até hoje, destaque como forma segura e de melhor custo-benefício em relação a outros modais, tornando-se um investimento melhor, proporcionando uma queda considerável do tráfego de caminhões pesados nas rodovias mais movimentadas e inerente queda no custo de manutenção destas.

Maria Fumaça

Os trens consomem e poluem pouco comparados ao que são capazes. Eles têm vias próprias, são mais seguros e, portanto, representam a melhor alternativa, sendo mais sustentável que caminhões, carros, ônibus e motos.

Até a natureza se beneficia, com o menor consumo de diesel.

Minas Gerais – onde teve o primeiro tombamento de Complexo Ferroviário, na cidade de São João Del Rei -, já se ligou dessa importância e vai abrigar um centro de pesquisas dedicado a um trem futurista e será primeiro a estudar, por exemplo, como o trem pode atuar no transporte não só de pessoas, mas também de cargas.

Diante desta realidade, e deste Dia do Ferroviário, vale lembrar dos que lutam para que haja mais sensibilidade em relação às estações ferroviárias, alegando que a historicidade – e o futuro – desses pontos não devem ser esquecidos.

| Mato Grosso do Sul, Oriente-se

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