Ou ainda Cágado do Pantanal. Da espécie Acanthochelys Macrocephala, que faz referência à sua grande cabeça, a tartaruga-do-Pantanal é uma das maiores da família Chelidae e a maior do reino Acanthochelys.

By Etienne Boncourt (Goodshort) – Own work, CC BY-SA 3.0, Link

Onde vivem, o que comem e como se reproduzem

Espécie encontrada em ambientes de águas rasas e paradas ou de pouca movimentação, como lagos, lagoas e salinas, a tartaruga-do-Pantanal está distribuída na região centro-sul da Bolívia, no Paraguai, na Argentina e, claro, no nosso Pantanal.

Diferentemente da tartaruga terrestre, a tartaruga-do-Pantanal é predominantemente de água doce e privilegia um cardápio carnívoro, alimentando-se do que encontra facilmente no ambiente em que vive, como insetos, girinos, moluscos, vermes, peixes pequenos, caracóis e plantas do pântano.

Bernard DUPONT from FRANCE – Big-headed Pantanal Swamp Turtle (Acanthochelys macrocephala) on the road : second encounter with this rare species discovered by science as late as 1984 …, CC BY-SA 2.0, Link

Com a carapaça oval e plana e sulco medial, a tartaruga-do-Pantanal raramente pode apresentar uma cor mais clara, sendo comum ser avistada na cor marrom-escuro. Possui, ainda, membrana interdigital, que une os dedos e a ajuda a nadar.

Sua cabeça é amarelada com manchas laranjas, e as fêmeas possuem a cabeça maior que os machos, que apresentam caudas mais longas e grossas.

Mas a taxa de crescimento, em geral, é maior nas fêmeas, que podem atingir até 30 cm de comprimento, enquanto os machos chegam a 23,5 cm.

A tartaruga-do-Pantanal usa a época de chuvas para se reproduzir (geralmente em abril e maio), mas, mesmo podendo se aventurar por longos períodos no ambiente aquático, ela respira por pulmões e necessita sair da água para completar seu ciclo reprodutivo, colocando seus ovos no ambiente terrestre.

By Bernard DUPONT from FRANCE – Big-headed Pantanal Swamp Turtle (Acanthochelys macrocephala), CC BY-SA 2.0, Link

Sua ninhada apresenta de 4 a 8 ovos, com período de incubação de aproximadamente sete meses. Depois, os desova em solos arenosos ou argila, em terrenos mais altos, nascendo em um período mais quente.

Momento em que saem dos pântanos e vão para a terra a fim de construir seus “ninhos”, longe da água.
Os ovos da tartaruga-do-Pantanal são brancos, arredondados e de casca dura. Seus filhotes medem menos de 5 cm e, ao nascerem, apresentam laranja e vermelha na carapaça, na cabeça e pescoço.

Salvando as tartarugas

Felizmente, as tartarugas-do-Pantanal ainda não apresentam muita preocupação, mas não estão consideradas fora de risco.
Porém, é importante lembrar que as tartarugas marinhas, em geral, já sofrem ameaças antes mesmo de nascerem.

Lixo nas areias atrapalha as fêmeas que vão construir ninhos, assim como os filhotes que pretendem ir para o mar. Além de poder matar o animal que o engole por engano, acreditando ser alimento.
A pesca incidental é outra grande ameaça, que as prende em redes e anzóis e não conseguem subir à superfície, morrendo afogadas.

No Brasil, o projeto Tamar, fundado em 1980, luta pela preservação das tartarugas marinhas ameaçadas de extinção.
Mas, mais uma vez, nossa consciência precisa acordar e, não só vivenciar, mas espalhar essa iniciativa de proteção animal.

| Animais Silvestres

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