Tatu-Canastra é o maior do mundo e vive aqui

Conhecido ainda como tatuaçu ou tatu gigante, o Tatu-Canastra é um dos mais raros tatus que existem no mundo, considerado o maior, podendo chegar a ter 1,5 metro de comprimento e pesar até 60 kg.

Tatu-Canastra
By Miguel Mendez from Malahide, Ireland – Armadillo, CC BY 2.0, Link

Aparentemente, os machos são maiores e mais pesados que as fêmeas, que podem gerar até 2 filhotes em uma gestação.

O tatu-canastra, ou Priodontes maximus, é característico do Cerrado, mas, embora em menor quantidade, também tem incidências em outros biomas do País e da América Latina.

By Udo Schröter – Own work, CC BY-SA 3.0, Link

Tatu-canastra passa longo período na toca

Os tatus-canastra são cavadores bastante poderosos que produzem tocas gigantes, fáceis de serem identificadas, pois apresentam aproximadamente 35 cm de diâmetro (40 cm de altura e 32 cm de largura) e uma grande quantidade de areia depositada na frente.

Para especialistas, as tocas são ótimas alternativas para os animais na luta contra o aquecimento global, pois a temperatura dentro delas se mantém em 24º C.

Com hábitos noturno, o tatu-canastra passa boa parte do tempo abaixo do solo e, por meio das suas escavações, altera o ambiente físico e cria novos habitats. Por esse motivos, pesquisadores sugeriram que ele fosse visto como um “engenheiro do ecossistema”.

Medindo cerca de 20 cm, a garra do tatu-gigante é uma importante aliada na escavação das tocas e também na busca por alimentos, predominantemente formigas e cupins. Espertinho, ele faz a sua casa perto de colônias desses insetos. Mas ainda pode se alimentar de larvas, vermes, aranhas e cobras.

Comparativo entre um Tamanduá-bandeira adulto e o Gigante Tatu

Para a procura de alimentos, seu olfato é bem apurado, mas a audição e a visão são poucos desenvolvidos. Assim como seus dentes, bem pequeninos, não colaboram muito e, por isso, usam sua língua comprida para apanhar o alimento.

Por usar a escavação para obter comida, ele não é bem-vindo para agricultores.

Ao ser incomodado, ele se deita no chão com a barriga para cima e se defende com as patas anteriores. Se a ameaça for grande, ele é capaz de se enterrar em poucos minutos.

Alvo de caça e ameaçado de extinção

O tatu-canastra vive, em média, 15 anos, mas atualmente está vulnerável à extinção em razão do desmatamento do seu habitat e da procura de sua carne ou de sua armadura, muito resistente, para fazer utensílios.

Acredita-se, ainda, que o tatu-canastra atraia olhares de colecionadores, que os matam por suas enormes garras.

Conforme estudiosos, a sua taxa de mortalidade ao ser capturado e transportado também é alta, explicando a sua ausência em zoológicos e a dificuldade em sua preservação.

Além disso, queimadas e atropelamentos em estradas também entram nessa lista.

Infelizmente, muitas coisas contribuem para a redução da população do nosso amigos tatu-canastra. E, baseado nesses fatores, estima-se que 30% da população tenha sido extinta nos últimos 25 anos.

No Pantanal, fazendeiros dizem que o tatu-canastra dá azar e deve ser morto, quando visto. Ao mesmo tempo, a sua extinção pode trazer a diminuição dos habitats fossoriais, o que afeta negativamente outras espécies que dependem desse ambiente.

Algumas ações para preservar a espécie envolvem proteger o seu habitat, fiscalizar o controle de caça e ampliar pesquisas científicas para subsidiar o manejo e conservação da espécie.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *