Pela beleza, pelo tamanho e pelo comportamento, a arara-azul se destaca por onde passa, encantando o céu sul-mato-grossense.

Conhecida em inglês como Hyacinth Macaw, a arara-azul é da ordem Psittaciformes e da família Psittacidae, assim como papagaios, periquitos, maritacas, entre outros, e é a maior representante da classe das aves, pesando até 1,5 kg, com cerca de 1 m da cabeça até a cauda e uma impressionante envergadura.

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Com uma coloração azul-cobalto, em sequência degradé da cabeça para a cauda, no entorno dos olhos tem um amarelo-ouro, e uma faixa na base da mandíbula.

Doce e extremamente gentil, apresentando um temperamento muito calmo, ela não se alimenta somente no topo das árvores, mas também no solo, em bandos.

Para conseguir se alimentar, a arara-azul tem o maior e mais forte bico de todos os psitacídeos, pois sua dieta é à base de frutos extremamente duros, o acuri (Scheela phalerata) e a bocaiuva (Acrocomia aculeata), e o manduvi (Sterculia apetala), além de cocos de inajá (Maximiliana maripa) e tucumã (Astrocaryum sp.)

As araras-azuis habitam o Pantanal (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraguai e Bolívia), além dos estados de Tocantins, Piauí, Maranhão e Bahia, e a região perto da Serra dos Carajás, no Pará.

Com tantos lugares, é também chamada por nomes como Arara-Jacinto, Araraúna, Arara-Preta, Araruna e Arara-azul-Grande.

Sem dimorfismo sexual, araras-azuis formam casais monogâmicos

Ou seja, só é possível diferir o gênero pela análise do seu sangue ou laparoscopia.

By Charles J Sharp – Own work, from Sharp Photography, sharpphotography, CC BY-SA 4.0, Link

Afetuosas e brincalhonas, as araras-azuis voam em bando e procuram se isolar durante o período reprodutivo.

É muito comum ver os pares se acariciando com o bico (comportamento conhecido como preening), o que serve para a limpeza das penas e para socialização com outras aves.

Fiéis e monogâmicas, as araras-azuis formam um único casal e vivem juntas pela vida toda, inclusive fora da estação reprodutiva. Assim, a taxa reprodutiva é baixa, quase sempre com 2 ovos em cada ninhada – destes, geralmente apenas um sobrevive.


Elas dividem as tarefas para cuidar dos filhotes. A fêmea preocupa-se com a incubação dos ovos, e o macho se responsabiliza por alimentá-la. Seus ovos eclodem depois de 28 dias de incubação.

Os filhotes são frágeis e correm risco de vida até completarem 45 dias, por isso, são alimentados pelos pais até os seis meses.

A arara-azul faz seu ninho em cavidades naturais de troncos, como o manduvi, uma árvore de grande porte, típica do Pantanal, podendo utilizar a mesma de árvore por mais de uma década.

A partir dos 7 anos, a arara-azul começa a sua própria família.

Extinção ameaça arara-azul?

A diminuição na população da arara-azul ocorreu até a década de 1980, em consequência da captura de indivíduos para o comércio, da descaracterização de seu habitat natural e pela coleta de penas.

A estimativa é de que mais de 10 mil araras-azuis foram retiradas do seu habitat, restando apenas 1,500 no Pantanal.

Ainda considerada em perigo de extinção, a arara-azul tem um defensor da sua preservação, o Projeto Arara-Azul, que monitora, faz acompanhamentos na região e promove ações de educação ambiental.

Existem três espécies conhecidas de araras-azuis: a arara-azul grande, a arara-azul de lear e a arara-azul pequena, a última delas classificada como extinta e as outras ameaçadas de extinção.


Sabendo que a presença da arara-azul é um importante indicador de saúde ambiental, é nossa função a conservação da nossa região, para a sua proteção.

| Animais Silvestres

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