Expostas em um artigo científico recentemente publicado pelo periódico “Zoosystematics and Evolution”, três novas espécies de “minipeixes” foram descobertas.

Peixinhos são conhecidos como killifishes

Longe de serem predadores ferozes, o nome pode ser bastante curioso e trapaceiro. Os killifishes são pequenos peixes dulcícolas, ou seja, de água desprovida de salinização.

FIGURE 5. Melanorivulus ofaie, new species, MCP 50019, holotype, 30.5 mm SL, Brazil, Mato Grosso do Sul, Ribas do Rio Pardo. Photo by Matheus V. Volcan

Faz sentido quando entendemos que o nome é de origem holandesa, em que killi significa riacho. Então, peixes de riacho.

Os peixes miniaturas, ou Austrolebias camaquensis, são peixes anuais, que tiveram de passar por um processo evolutivo que lhes assegurasse a sobrevivência da espécie depois da época de seca.

Eles são característicos por habitar em pequenas quantidades de água, como riachos, igarapés e até miúdas poças de água de chuva, possuir um curto ciclo de vida (de seis a sete meses) e que é regido pelo clima.

Medindo cerca de 3 centímetros, os peixinhos machos têm cores vibrantes, com listras e pontos, e as fêmeas são mais discretas, apresentando tons amarelados.


FIGURE 6. Melanorivulus ofaie, new species, living males, Brazil, Mato Grosso do Sul, Ribas do Rio Pardo: A–B: paratypes (MCP 50022); C: male, not preserved. Photos by Matheus V. Volcan.

Eles são endêmicos do Cerrado, em Mato Grosso do Sul, e foram e encontrados por pesquisadores perto da bacia do rio Paraná.

Instituto Pró-Pampas estuda espécies como essa

Projeto que teve início no Rio Grande do Sul, em 2011, com pesquisadores do Instituto Pró-Pampas registrou a descoberta do Austrolebias camaquensis, na bacia do rio Camaquã, nos municípios de Encruzilhada do Sul e Canguçu, na região dos pampas.

Desde então, os biólogos gaúchos se aventuraram pelas veredas do Cerrado para desbravar um bioma diferente.
Apesar da grande conquista da nova descoberta, os pesquisadores alertam sobre o risco de extinção desses pequenos animais.


Por serem muito pequenos e pelos locais em que vivem e se desenvolvem, os peixinhos, muitas vezes, não são notados pela população, que os negligenciam – inclusive para estudos de licenciamento ambiental.

Como sempre, a solução é garantir a preservação dos seus habitats e a conservação da espécie.

| Mato Grosso do Sul

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