Peixes do Pantanal revelam a diversidade nas águas

Cenário de uma das maiores planícies alagáveis do planeta, a diversidade peixes do pantanal é tanta que por lá existem mais peixes que em todos os rios da Europa juntos.

Com várias formas e habitats, são cerca de 300 espécies de peixes na região pantaneira, muito procurada para o turismo de pesca nacional e internacionalmente.

As atividades turísticas compreendem a prática amadora de pesca e também a pesca esportiva, tendo como diferencial turístico o rio Paraguai e seus afluentes da região pantaneira.

Para a prática de pesca esportiva, é necessário ter a Autorização Ambiental, encontrada nas agências do Banco do Brasil de Mato Grosso do Sul ou na internet, no site do Imasul (www.imasul.ms.gov.br)

Mas, para quem gosta de observar as riquezas que existem embaixo das águas cristalinas, passeios e mergulhos são opções.

Essa prática também exige curso de mergulho ao ser realizado autonomamente.

Conheça alguns peixes do Pantanal

A indústria da pesca no Pantanal apresenta um importante papel na economia da região e, para a população local, o peixe do pantanal é alimento de primeira necessidade.

Entre as espécies de peixes do pantanal mais capturadas na pesca amadora destacam-se o dourado, pintado e a cachara, além do pacu e do jaú, considerados peixes nobres e difíceis de capturar.

Cardumes de piraputanga, que costumam medir 50 centímetros, são comuns.

Um peixe muito temido por lá é a piranha, que tem 24 espécies brasileiras, sendo a piranha-caju a principal responsável por ataques.

É comum os pantaneiros ferirem um boi para atrair as piranhas e poder atravessar o resto do rebanho com segurança, surgindo a expressão “boi de piranha”.

Alguns peixes do Pantanal e suas características (Fonte: Fundação de Turismo de MS)

Peixes do Pantanal

1-Nome popular: Bagre

Descrição: Muito apreciado pela carne saborosa, o bagre chega a pesar dois quilos e não ultrapassa 30 cm. Possui nadadeiras dorsais e é desprovido de espinhos de sustentação. Seus ferrões podem provocar ferimentos sérios, motivo pelo qual não se pode pegá-lo com as mãos desprotegidas.
Regime alimentar: ictiófago
Ambientes preferidos: remansos em geral, gostam de águas barrentas;são peixes que têm dificuldade em nadar livremente e procuram as margens dos rios, onde se abrigam em buracos ou no meio de plantas.

Peixes do Pantanal

2-Nome popular: Barbado

Descrição: É um peixe de couro liso de coloração cinza-claro. O peso médio dos peixes comumente pescados no Pantanal gira em torno da faixa dos 3 a 5 kg. Podendo, chegar a pesar até 12 quilos, não ultrapassando 1,20 m. Uma característica interessante da morfologia do barbado são os seus barbilhões compridos em forma de fita, que têm função tátil e inspiraram o nome popular do peixe. Briga muito quando o anzol é fisgado, já que possui muito mais força do que a cachara ou o pintado.
Regime alimentar: ictiófago
Ambientes preferidos: remansos e cursos dos rios.

Peixes do Pantanal

3-Nome popular: Cachara

Descrição: é um peixe muito parecido com o pintado. A característica de mais fácil diagnose é o padrão zebrado de listras, e as barbatanas e rabo ligeiramente avermelhados. É de couro e atinge mais de 1,20 m de comprimento.
Regime alimentar: ictiófago
Ambientes preferidos: remansos e cursos dos rios.

Peixes do Pantanal

4– Nome popular: Curimbatá

Descrição: são peixes que podem atingir no máximo 8 kg e pouco menos de 1 metro de comprimento, sendo a média dos peixes capturados em torno de 1 a 3 kg. Sua carne revela um gostinho de terra bastante característico da espécie. Daí ser conhecida em outras regiões do Brasil com papaterra.
Regime alimentar: alimentam-se da lama acumulada no fundo, rica em restos de animais e plantas, bem como de diferentes tipos de organismos que ali vivem.
Ambientes preferidos: remansos e cursos dos rios.

Peixes do Pantanal

5– Nome popular: Dourado

Descrição: É um dos maiores peixes de escamas de água doce. Chega a atingir 1,60 m e pesar 20 quilos. A boca grande é provida de dentes afiados.Possui coloração dourada, com uma mancha na cauda e pequenas listras escuras paralelas em todo o corpo. Todo pescador sonha com uma espécie de peixe que não poderá deixar de pescar pelo menos uma vez na vida. O Dourado é sem dúvida um peixe que está no pensamento de inúmeros pescadores. Predador compulsivo, valente e saltador são algumas das características desse peixe, também conhecido por “rei do rio”. A sua pesca é altamente esportiva.
Regime alimentar: são predadores e perseguem as presas ativamente. Investem contra cardumes de peixes pequenos empurrando-os contra as barrancas dos rios para conseguir capturá-los.
Ambientes preferidos: habita águas correntes e sua pesca é fácil, pois é atraído por tudo o que brilha na superfície da água.

Peixes do Pantanal

6– Nome popular: Jaú

Descrição: sendo Um dos maiores peixes de água doce dos rios sul-americanos, perdendo apenas para o pirarucu e o piratinga Peixe de couro, atinge até dois metros de comprimento, coloração geral é escura no dorso e amarelada no ventre. Têm cabeça muito grande e achatada, perfazendo uma terça parte do comprimento total do corpo. Os barbilhões do focinho são muito longos e os olhos relativamente pequenos e escuros.
Regime alimentar: ictiófago
Ambientes preferidos: vivem em rios grandes, em águas profundas, movimentando-se pouco durante o dia.

Peixes do Pantanal

7– Nome popular: Jurupoca

Descrição: É um peixe de couro, semelhante ao bagre, porém um pouco maior, alcançando mais de 50 cm. Chega a pesar até oito quilos. A coloração geral é cinzento-escura com manchas amarelas mais acentuadas no ventre. A carne é suave, fina e com pouca gordura. Não oferece resistência quando fisgado.
Regime alimentar: ictiófago
Ambientes preferidos: vivem em grupos relativamente grandes, no fundo dos rios, em águas quase paradas, onde encontram organismos variados dos quais se alimentam.

Peixes do Pantanal

8– Nome popular: Pacú

Descrição: Há várias espécies desses peixes no Pantanal. A mais apreciada é a que possui o dorso preto e a barriga amarela. Esta apresenta o formato de um disco ovalado, com aproximadamente 50 cm de comprimento e chega a pesar 8 quilos. O pacu é muito brigador.
Regime alimentar: alimentam-se de vegetação aquática, de folhas das plantas das margens e de vários tipos de frutos silvestres que caem na água.
Ambientes preferidos: “baías” e cursos dos rios, nadam com muita facilidade contra a correnteza.

Peixes do Pantanal

9-Nome popular: Pacu-peva

Descrição: Peixe da família do pacú, diferenciado deste por ser menor. Suas escamas são brancas-amareladas e andam quase sempre em cardume. Não passa de 30 cm e pesa no máximo 500 gramas.
Regime alimentar: herbívoro
Ambientes preferidos: “baías” e cursos de rios.

Peixes do Pantanal

10-Nome popular: Piau/Piavuçu

Descrição: O piau, conhecido no Pantanal com piavuçu. É um peixe de escamas coloridas e não muito grande, pesando no máximo quatro quilos e medindo 60 cm de comprimento. Adapta-se com facilidade à piscicultura, podendo ser criado em açudes e represas. É muito arisco e qualquer barulho o afasta do local. É um peixe que não se entrega facilmente, proporcionando uma boa briga.
Regime alimentar: onívoro (sua isca predileta é o milho verde)
Ambientes preferidos: habita os cursos de água limpa e corrente.

Peixes do Pantanal

11-Nome popular: Pintado

Descrição: É um peixe considerado nobre no Pantanal, pois sua carne tem poucos espinhos e é muito saborosa. Chega a atingir 1,5 m e a pesar mais de 40 quilos. É um peixe de couro, com listras pretas transversais e pintas por todo o corpo. Engole a isca de uma vez, tornando fácil sua pescaria no anzol.
Regime alimentar: ao entardecer saem à procura de alimento que consiste em crustáceos e pequenos peixes.
Ambientes preferidos: vivem em rios grandes, preferindo o fundo onde as águas são mais calmas.

12– Nome popular: Piranha

Descrição: É o peixe mais voraz do Pantanal, apresenta o corpo curto e achatado lateralmente, escamas bem pequenas, dorso arqueado e cabeça fortemente protegida por placas ósseas, onde se prendem músculos muito potentes. A mandíbula inferior é mais desenvolvida e proeminente do que a superior, ambas dotadas de dentes afiadíssimos. A coloração é bastante variada, assim como o tamanho.
Regime alimentar: são carnívoras, comem peixes até bem maiores do que elas e outros tipos de animais.
Ambientes preferidos: vivem em rios, lagos e baías, preferindo os lugares fundos e silenciosos e as águas mais quentes. Formam grupos pequenos e permanecem imóveis dentro d’água, atentas, prontas para apanhar as suas presas.

Peixes do Pantanal

13-Nome popular: Piraputanga

Descrição: Peixe de tamanho médio, podendo atingir mais de 50 cm de comprimento e dificilmente ultrapassa 3 kg. As regiões dorsal e lateral apresentam coloração prateada e a ventral amarelo-esbranquiçada. Todas as nadadeiras têm cor laranja bem avermelhada o que explica o nome indígena piraputanga, que significa peixe vermelho. Sua carne amarelada é saborosa. É um peixe muito bonito e altamente esportivo.
Regime alimentar: sua alimentação é variada, mas parecem preferir vegetais entre os quais pequenos cocos e outras frutinhas.

Peixes do Pantanal

14-Nome popular: Traíra

Descrição: Têm o corpo cilíndrico, ligeiramente comprimido lateralmente e a cabeça um pouco achatada, com a mandíbula inferior saliente. A coloração geral do corpo é pardo-escura, mais clara no ventre. Têm uma enorme resistência física e suportam diferenças muito grandes de temperatura.
Regime alimentar: são carnívoras, muito agressivas e se alimentam de lambaris e de outros peixes pequenos.
Ambientes preferidos: vivem em águas paradas, principalmente de lagoas, preferindo os lugares lamacentos, de pouca profundidade, cobertos por plantas. Vão para os rios quando estes extravasam e se comunicam com as lagoas.

É tempo de Piracema!

A época que vai de outubro a fevereiro é quando várias espécies continentais entram no período de defeso, medida preventiva que busca proteger os organismos aquáticos durante as fases mais críticas de seus ciclos de vida.
Essa é a forma de garantir a reprodução de espécies nativas ou ainda de seu maior crescimento, favorecendo a sustentabilidade e evitando a pesca de espécies que estão mais vulneráveis à captura, por estarem reunidos em cardumes.

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *