Animais em extinção no Pantanal

A lista de animais em extinção no Pantanal pode aumentar em 2019.

O Brasil é considerado o país com maior biodiversidade do planeta. E o Pantanal não fica fora, com sua rica fauna de mais de 140 mil espécies entre mamíferos, aves, anfíbios, peixes, répteis, insetos e outros invertebrados.

Mesmo assim, não estamos protegendo esses animais em extinção. Pelo contrário.

O desenvolvimento das cidades, do desmatamento, do crescimento populacional, da poluição, do uso dos recursos naturais e da caça gerou grande ameaça à existência dessas espécies, apesar das medidas protetivas do governo e de entidades.

Preservar o Pantanal é necessário para manter o equilíbrio ecológico local

Para garantir a nossa sobrevivência e das gerações futuras, é preciso estarmos atentos ao equilíbrio ecológico no Pantanal, pois toda espécie tem uma função importante na natureza.

Mesmo com a riqueza de sua biodiversidade, o Pantanal contém animais em extinção que podem desaparecer completamente em algumas décadas.

São mais de mil espécies em risco de extinção, conforme o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

As Listas das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção vigentes (Portarias MMA nº 444/2014 e nº 445/2014) contam com 1.173 espécies e você pode ver aqui.

Os motivos que podem resultar na extinção das espécies pantaneiras são o tráfico de animais, as queimadas, o desmatamento, a construção de hidrelétricas, a poluição e a caça predatória.

Todas essas ações afetam diretamente seu habitat e diminuem suas chances de sobrevivência.

Separamos alguns animais mais simbólicos do Pantanal que correm risco de extinção.

Arara Azul sorria

Arara-azul

Cobiçada por caçadores por suas penas terem grande valor no mercado internacional, a arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) é o destaque sul-mato-grossense e enfrenta problemas como o tráfico de animais, a caça ilegal e o desmatamento de seu habitat.


Ariranha

Citada como vulnerável na lista das espécies em risco, a ariranha (Pteronura brasiliensis) já foi intensamente caçada por sua pele macia. A poluição dos rios, a pesca predatória e a contaminação por mercúrio também são fatores que colaboraram para a atual situação da ariranha.


Cervo-do-Pantanal

Maior cervídeo da América da Sul, o cervo-do-Pantanal (Blastocerus dichotomus)está vulnerável à extinção em razão do desmatamento e da caça ilegal, assim como da construção de hidrelétricas na bacia do Rio Paraná.


Gato-Maracajá

Depois de décadas sofrendo com a caça, o gato-maracajá (Leopardus wiedii) é alvo por sua linda pelagem, usada para a produção de casacos no mercado ilegal, o que o torna uma espécie cada vez mais rara.


Lobo-Guará

Infelizmente, já citamos o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e as ameaças enfrentadas em seu habitat.
A principal causa da possível extinção é a diminuição do cerrado e a caça predatória.


Onça-Pintada

A Panthera onca é considerada o maior felino das Américas.
Considerada vulnerável à extinção, a onça-pintada é caçada por fazendeiros para proteger seus rebanhos, e ainda sofre com a destruição do seu habitat e sua pele tem grande valor no mercado mundial.

No bioma do Pampa, a onça-pintada já está extinta.


Tamanduá-bandeira

Também na lista dos animais que correm risco, o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) vem sofrendo com as queimadas das regiões destinadas a plantações ou criação de gado e ao desmatamento.


Consequência da extinção das espécies

Assim que o habitat se vai, os animais se vão também, e as consequências naturais serão irreversíveis.

Quanto maior for o número de espécies, maior será a garantia de que a natureza continuará ofertando os seus “serviços”, como produção de oxigênio, ciclagem de nutrientes e polinização, entre outros.

Por isso, além da perda de animais emblemáticos, a extinção dessas espécies representa perigo de migração de predadores até a região urbana, de doenças, de impactos no solo, no clima e na decorrência de chuvas.

Com o passar do tempo, essa situação se tornará catastrófica para todas as populações.

Então é nosso dever incentivar a preservação da nossa fauna e flora, pelo bem-estar de todos e pela sobrevivência do planeta.

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