Pontos turísticos: o que fazer em Corumbá

Com muitos pontos turísticos, boas opções de diversão e um excelente centro de compras, pela vizinha Bolívia, não falta o que fazer Corumbá, cidade localizada em um dos biomas mais importantes do planeta, o Pantanal.

E, por ser uma cidade pantaneira, Corumbá está na rota turística para quem busca pesca esportiva e cruzeiros fluviais.

Mas, além dos passeios de barco, compras na Bolívia, visita ao Pantanal, cavalgadas, safáris, observação de animais e pesca, a cidade ainda reserva algumas opções que contam boas histórias e deixam belas recordações.

Pontos turísticos

Casario do Porto

Tombado como Patrimônio Histórico Nacional, em 1992, o Casario do Porto conta o passado de Corumbá e está localizado no Porto Geral de Corumbá, um dos principais cartões-postais da cidade.

O local abriga uma série de construções que traduzem em sua arquitetura antiga o comércio corumbaense, no período em que a cidade tinha o terceiro maior porto fluvial da América Latina.

Atualmente, os casarões comportam estabelecimentos comerciais, mas antes eram empórios e agências bancárias, além de residências das famílias que enriqueceram com a navegação fluvial.

Cristo Rei do Pantanal

O Cristo Rei do Pantanal tem 12 metros e localiza-se no topo do Morro do Cruzeiro, na parte alta da cidade, de onde é possível contemplar uma diversidade de paisagens urbanas e da vegetação típica da região.

O próprio caminho até lá é uma atração, com esculturas confeccionadas pela artesã Izulina Xavier, representando as 14 estações da Paixão de Cristo.

Artizu

Artizu é a casa da artesã Izulina Xavier. Localizada no centro de Corumbá, a casa se tornou um espaço de visitação, onde é exposto seu artesanato, confeccionado em pó de pedra e concreto, cerâmica e entalhes em madeira.

Em suas obras, a artesã destacou a produção de imagens de santos, sobressaindo o Cristo Rei do Pantanal, e a imagem de São Francisco de Assis do Pantanal, localizada na Praça Salim Chamma, na saída para Ladário.

Escadinha da Quinze

Situada no cruzamento da Avenida General Rondon com a Rua Quinze de Novembro, a Escadinha da Quinze tem 126 degraus e foi construída em 1923.

A Escadinha da Quinze dá acesso à parte alta da cidade ao Porto Geral é e um tradicional lugar para contemplar o rio Paraguai e o Pantanal.

Forte Junqueira

Localizado dentro do 17º Batalhão de Caçadores, o Forte Junqueira foi construído logo após a Guerra do Paraguai (1871) e recebeu esse nome em homenagem ao ministro da guerra na época, José de Oliveira Junqueira, falecido em 1887.

Igreja Nossa Senhora da Candelária

Datada de 1885, a Igreja Nossa Senhora da Candelária fica na região central de Corumbá e é rodeada de histórias que permeiam no imaginário da população corumbaense.

Um episódio que envolve o religioso Frei Mariano revela que a catedral foi construída em sua homenagem, o que não aconteceu e, diante da negativa, o frei teria enterrado suas sandálias e declarado que, enquanto não fossem encontradas, a cidade sofreria um período de estagnação.

O prédio foi tombado em 1992 como Patrimônio Histórico Nacional.

Instituto Luiz de Albuquerque – ILA

Localizado em um prédio de 1871, construído para abrigar o Grupo Escolar Luiz Albuquerque, em homenagem ao fundador de Corumbá, tornou-se a sede do Instituto Luiz de Albuquerque, em 1978, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento da microrregião do Pantanal.

Em responsabilidade da Fundação de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul, transformou-se em Casa da Cultura, em 1997, e hoje, além das atividades culturais realizadas no local, também é a sede da Superintendência de Cultura do Município.

Ladeira Cunha e Cruz

Também chamada de Ladeira da Candelária, por ficar em frente à Matriz Nossa Senhora da Candelária, ou Ladeira da Saúde, por abrigar um posto de saúde pública, ou ainda Ladeira da Capitania, pois na esquina com a Rua Delamare está a Capitania dos Portos em Corumbá.

Um dos principais acessos ao Porto Geral e ao rio Paraguai, o local foi palco da sangrenta batalha de 13 de junho de 1867 e seu nome homenageia o capitão da tropa brasileira que derrotou o Exército inimigo na retomada de Corumbá, durante a Guerra do Paraguai.

Hoje, a ladeira é cenário do Arraial do Banho do São João, na noite de 23 para 24 de junho, momento em que descem as procissões para banhar a imagem do santo no rio, uma característica única das festas juninas na região.

Praça da Independência

Originalmente murada em mármore, com portões de ferro, a Praça da Independência é umas das poucas no mundo com esse estilo de construção.

Localizada no centro de Corumbá, foi inaugurada em 1917 e possui quatro esculturas – representando as estações do ano – esculpidas em Pisa (Itália), em pedra de mármore de Carrara, doadas por um conde italiano que veio caçar no Pantanal.

Santuário Nossa Senhora Auxiliadora

O Santuário Nossa Senhora Auxiliadora está localizado no terreno do Colégio Santa Teresa e foi tombado em 1992 como Patrimônio Histórico Nacional.

Construído em 1899, possui em seu interior uma obra de arte esculpida em madeira, o Cristo na Cruz, em tamanho natural, feita pelo artista local Burgo, na época amigo de Pablo Picasso.

Casa do Artesão

A Casa do Artesão é onde os artesãos pantaneiros expõem suas produções em diversos materiais, como couro, madeira, cerâmica, tecelagem de salsaparrilha, trabalhos de pintura, bordados e crochê, além do artesanato indígena e dos deliciosos licores caseiros.

Fundada em 1975, não existem registros da construção do prédio, apenas de sua restauração em 1893.

Casa do Massa Barro

A história da Casa do Massa Barro inicia-se quando o carnavalesco Joãozinho Trinta descobriu os jovens artesãos que usam argila para recriar a flora e a fauna pantaneira.

Em 1991, Joãozinho os levou para decorar alegorias das escolas de samba Viradouro e Beija-Flor, no Rio de Janeiro e atualmente o artesanato produzido na Casa do Massa Barro é reconhecido fora do País.

Uma das obras que mais impressionam é a imagem de São Francisco estilizada em casca de árvores nativas.

Muhpan (Museu da História do Pantanal)

Inaugurado em 2008, o Museu da História do Pantanal a retrata região pantaneira, comum acervo que conta a história da formação da população do Pantanal.

Seu grande diferencial está no uso da tecnologia ao falar ocupação humana no Pantanal, desde quando índios eram os únicos moradores da região, passando pela colonização, a vinda dos imigrantes portugueses, espanhóis e árabes, pelo período de glória da navegação e a chegada da ferrovia.

Forte Coimbra

Construído no fim do século 18, o Forte Coimbra teve sua história iniciada da disputa entre portugueses e espanhóis para a conquista de território, tornando-se um importante ponto de defesa na expansão do período imperial.

As instalações do Forte Coimbra estão situadas à margem direita do rio Paraguai e lá encontram-se peças e documentos que contam um pouco da história da ocupação militar.

Atualmente, sua manutenção está a cargo do Exército Brasileiro, e é aberto a visitações, desde que seja feita solicitação prévia.

Capela Nossa Senhora do Carmo

Com muitos atrativos para os adeptos do turismo religioso, a Capela Nossa Senhora do Carmo fica em Coimbra, a 65 km de Corumbá e a duas horas de barco pelo rio Paraguai.

A capela possui imagens vindas de Portugal as quais foram atribuídos milagres, assim como a de Nossa Senhora do Carmo, datada do século 18.

Todos os anos, em 16 de julho, é realizada uma festa em homenagem à santa, momento em que devotos pagam promessas e oram em busca de milagres.

Falar sobre Corumbá é lembrar do Pantanal, de sua cultura, de sua história. E, com tantos lugares legais, fica fácil amar a Cidade Branca, né?

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