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A origem do tereré em Mato Grosso do Sul

Segundo pesquisadores, a origem do tereré se deu com a colonização europeia, por espanhóis e portugueses, inventado pelas tribos Indígenas.

A origem do nosso amado tereré começa em Mato Grosso do Sul, com a sua chegada pela cidade de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

Pois é, Mateiros, os índios guaranis que já viviam ali usavam a erva-mate para diferentes bebidas.

Inclusive, por ser uma região bastante quente, era comum combinar a erva com água gelada.

Mas existem versões distintas para a história da origem do tereré.

Chegada do tereré em Mato Grosso do Sul
Foto divulgação FCMS-Federação da cultura de Mato Grosso do Sul, publicada na revista Cultura MS – Nº 03. Típico fazendeiro ervateiro do início do século XIX da região de fronteira bebendo tereré ao lado de “pé de erva”. Tereré de Ponta Porã registrado com patrimônio imaterial em 2010. Fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/sabedoria-documentada.

Tereré: a origem

A princípio, existem várias hipóteses que buscam explicar a origem do bebida.

Segundo pesquisadores, a origem do tereré se deu com a colonização europeia, por espanhóis e portugueses, inventado pelas tribos guarani, nhandeva, kaiowá e outra etnias chaquenhas, na região que hoje compreende Mato Grosso do Sul, Paraguai e Argentina.

Muito antes da Guerra do Paraguai (1864 a 1870)

Mas uma das lendas sobre a história do tereré diz que, na Guerra do Paraguai, os soldados de ambos os lados já gostavam de tomar um chimarrão (típico do Rio Grande do Sul) em momentos de folga do combate.

E, como esse intervalo era muito curto, não havia tempo de esquentar a água e acabavam tomando a bebida fria mesmo.

Do mesmo modo, ainda existem outras histórias sobre a origem do tereré.

Versões da história

Diferentemente da história anterior, nessa versão, as tropas começaram a beber mate frio na Guerra do Chaco (entre Bolívia e Paraguai 1932 – 1935).

Isso porque não eles queriam acender fogos.

Pois seria como anunciar a posição em que estavam.

Uma terceira versão sobre a origem do tereré está relacionada aos mensú.

Ou seja, os escravos ervateiros do nordeste do Paraguai e da Argentina, até meados do século 20.

cuia de tereré

Em síntese, a lenda diz que eles tomavam o mate frio, para não serem torturados pelos capangas se fossem pegos fazendo fogo.

Dessa forma, foi introduzido o costume no exército paraguaio, quando lá tiveram que servir, durante a guerra.

Por fim, uma última hipótese seria a de que os indígenas utilizavam a erva para filtrar a água, ao levarem o gado em comitivas, evitando a esquistossomose (infecção adquirida quando as pessoas entram em contato com água doce contaminada).

O que sabemos de fato: o tereré tem uma história muito rica.

Assim, ele completa a cultura da região de fronteira do Paraguai, da Argentina e do Brasil.

Tereré X Chimarrão

Eventualmente, temos que explicar a diferença entre o tereré e o chimarrão.

Tendo em vista que ainda é comum a confusão.

Primeiramente, nada de falar que o tereré é apenas um mate gelado.

Além da água fria, a diferença principal entre o tereré e o chimarrão é a própria erva-mate, que é mais grossa para o tereré, por ser triturada.

Erva de terere
erva de tereré

A erva para chimarrão é moída.

Para preparar um bom tereré, é preciso uma guampa e uma bomba para filtrar a infusão.

O tereré tradicional é simplesmente preparado com erva-mate e água gelada.

Porém, alguns fãs da bebida preferem ousar nas combinações, com limão, hortelã ou sucos.

Os mais excêntricos ainda optam por sabores diversos, como uva com menta, abacaxi com hortelã, tutti-frutti e laranja com acerola.

Seja qual for seu tipo, o nosso companheiro ainda traz grandes benefícios aos seus adeptos, eliminando a fadiga e favorecendo o trabalho intelectual.

Tem quem não goste do primeiro gole, pelo forte sabor.

Mas é ele mesmo o mais rico em nutrientes.

A gente sabe que o sul-mato-grossense não dispensa um tereré.

Principalmente pelo seu poder de aproximar as pessoas, né?

Sabe-se que ninguém resiste a uma rodinha de tereré.

Bora marcar um qualquer dia!

A gente se vê.

Tchaau!


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