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A praça Ary Coelho um dia já foi cemitério

Antes de tudo, a gente sabe que é difícil imaginar um cemitério na praça Ary Coelho.

O local que é parte importante da história de Campo Grande é hoje um dos pontos de maior movimento de pessoas vivas da cidade.

Porém, sim.

Antes do seu parquinho, chafariz, pipoca e algodão-doce, na praça Ary Coelho funcionou o primeiro cemitério de Campo Grande, em 1872, quando a cidade ainda era chamada Arraial de Santo Antônio.

A história do cemitério na praça

O cemitério que antes existia da praça Ary Coelho ficava nas imediações de uma igreja e há rumores sobre até hoje haver corpos lá.

Frequentemente, vendedores ambulantes mais antigos que trabalham na praça dizem que coisas estranhas e sem explicações acontecem no local.

Com o tempo, em 1887, decidiu-se transferir o cemitério para o atual bairro Amambaí, onde hoje fica o Sesi e a Casa da Indústria.

Em 1913, ele foi transferido para a região da antiga fazenda Bandeira, hoje o cemitério Santo Antônio.

Essas mudanças deixaram o primeiro espaço livre e, em 1909, ele tornou-se praça.

Quatro anos depois, recebeu o nome de Praça 2 de Novembro – data da primeira eleição em Campo Grande.

Posteriormente, acabou recebendo diferentes nomes: Passeio Público, Jardim, Praça Municipal, Praça da Liberdade e, em 1954, Praça Doutor Ary Coelho, em homenagem ao ex-prefeito, morto em 1952.

Nesse meio tempo, a homenagem resultou em um busto na entrada da praça.

Nele está escrito: “Por um regime de honestidade e trabalho”, frase usada na campanha eleitoral da então candidatura.

A praça é nossa

Enfim, a praça Ary Coelho é a praça mais tradicional de Campo Grande e, com certeza, pode entrar nos principais pontos turísticos da cidade.

Ela possui 10 mil metros quadrados e está localizada no quadrilátero mais importante do centro da cidade, na Avenida Afonso Pena.

Depois de algumas reformas no decorrer dos anos, o local é de fácil acesso, com terminal para ônibus, e ainda costuma abrigar shows musicais, feiras artesanais e apresentações de teatro e capoeira.

Hoje, é um ambiente lindo da natureza, em pleno centro da capital de Mato Grosso do Sul, com um chafariz central com luzes, espaço para as crianças, banheiros, mesas que são ponto de encontro para quem deseja passar a tarde ali tomando seu tereré.

Aquele Mato

Somos a Lua e o Diogo. Dois sul-mato-grossenses que criaram este espaço pra falar do nosso amor pelo Estado e mergulhar na nossa cultura. Queríamos um lugar não só para os amantes da natureza e das nossas belezas, mas também para quem se interessa pela história e quer ler, pensar e trocar experiências vividas por aqui.

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2 thought on A praça Ary Coelho um dia já foi cemitério

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