e as carroças dos animais.

Quem nunca viu uma carroça lotada de coisas ou até mesmo pessoas em cima? Na nossa região não é preciso circular muito para se deparar com cenas assim. Mas a realidade dos animais de carroceiros pode ser bastante triste, pois existem muitos relatos de condições indignas de trabalho e até mesmo de maus-tratos contra os burros e os cavalos utilizados nos veículos de tração animal.

Luta entre os defensores dos animais e protetores do direito ao trabalho.

De um lado, pessoas que dependem dos animais para sobreviver puxando suas carroças. De outro, os animais carregando mais do que a sua capacidade, no aslfato quente, sem proteção, mau alimentados e sem água.

Desnutridos, muitos desses animais acabam abandonados quando já não têm mais utilidade neste trabalho.

Em Campo Grande é permitida a circulação dos veículos de tração animal, conforme o Projeto de Lei Complementar 369/13, que determina que todas as carroças sejam registradas, licenciadas e emplacadas, com itens de segurança obrigatórios e, claro, com total zelo com os animais, oferecendo-so alimentação de quatro em quatro horas de “serviço” prestado e água. Sendo proibida também a condução por menores de 18 anos e utilização de animais sem atestado de saúde expedido pela vigilância sanitária.

Mas que na realidade não é bemmm assim, né?!

Muitos desses carroceiros maltratam os animais – às vezes por não ter instrução ou dinheiro para manter os cuidados necessários – , que ficam desnutridos ou mesmo morrem em acidentes de trânsito que poderiam ser facilmente evitados se seus donos, que dependem do trabalho deles para conseguir o sustento, fossem mais cuidadosos. É importante frisar que ninguém é contra o carroceiro, e sim, contra os maus-tratos que alguns praticam contra os animais. Como acontecia nos circos e até (atualmente) em rodeios – que vêm perdendo espaço para os Circuitos de Laço Comprido -, onde os animais sofrem flagrantes e comprovados maus-tratos em variadas práticas.

A omissão do poder público

O que precisamos para todos esses casos é de uma alternativa para se fazer uma mudança, tirar o cavalo e colocar uma outra ferramenta para que esses trabalhadores possam usar nesse transporte e, no caso dos rodeios, as pessoas se divertirem.


Ou será que estamos tão mal de atrações culturais assim? Bora organizar um show de destruição de carros então, que, pelo menos assim, os únicos “cavalos” que sofrem são os de rodas. Bem mais divertido, hein?!

O que não podemos mais permitir são os maus-tratos a esses animais, usados tanto para recreação ou sobrevivência. E o que precisamos é contar com o Executivo para novas ferramentas sem utilizar nossos bichinhos de quatro patas. Sem mais desculpas de usar animais para a nossa recreação ou sobrevivência!


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