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O Baratão de Corumbá, pequeno grande monstrinho

Se você já passou pela Cidade Branca, em MS, existem grandes chances de ter se deparado com o Baratão de Corumbá.

Pois é, Mateiro! É dessa gracinha que vamos falar aqui hoje!

Inicialmente, o susto pode ser grande.

Então, conheça agora (sem precisar ter medo) um pouco mais de perto a família Belostomatidae ou o famoso baratão de Corumbá para os mais íntimos. 

O Baratão, barata d'água

O “Baratão de Corumbá” não é barata

Surpreendentemente, o baratão de Corumbá não é barata.

Por mais que ela seja popularmente chamada de Barata D’água, poucos sabem que, na verdade, esse animal (não tão) queridinho da Cidade Branca não é uma barata.

Pra começar, esse famoso animalzinho é um membro da ordem dos hemípteros.

Ou seja, um percevejo aquático.

Assim, ele é parente mais próximo da cigarra e da maria-fedida do que da barata comum.

No momento em que a vemos, é normal o susto.

Pois seu tamanho pode até passar de 10 cm, sendo um animal robusto. 

Elas têm um corpo largo e chato.

Além de sua coloração castanha e asas acinzentadas, que as ajudam a se camuflar muito bem entre as folhas.

Suas pernas anteriores são adaptadas para agarrar suas “vítimas”.

Da mesma forma que depois elas ainda recebem uma poderosa saliva digestiva que dissolve o interior da sua presa.

Igualmente importantes, as pernas posteriores são próprias para nadarem.

Apesar de não serem excelentes nadadoras, elas têm capacidade de reter o ar, permitindo o mergulho.

É um feroz predador em áreas alagadas, vivendo às margens de lagos e represas ricas em plantas aquáticas.

Baratão de Corumbá comendo rã

Baratão pode comer presas maiores que seu próprio tamanho

Primordialmente, o baratão pode se alimentar de presas maiores que seu próprio tamanho.

Assim, sua dieta é à base de caramujos, lesmas, girinos, salamandras, pequenos peixes e outros insetos, sugando seus líquidos orgânicos.

Mesmo não sendo peçonhenta, os rumores são que sua picada é considerada uma das maiores dores que se pode sentir.

Para atrair as fêmeas, os machos fazem uma série de movimentos periódicos perto da superfície da água, gerando ondulações.

Assim, a cópula ocorre durante a primavera.

Posteriormente, os ovos são postos em plantas aquáticas ou em matéria vegetal em decomposição.

Depois da cópula, a fêmea usa uma substância pegajosa para depositar os ovos nas costas do macho, onde eles permanecerão até eclodir.

Alguns acreditam que elas fazem isso para evitar que o papai não se alimente dos ovos. Espertinhas!

Em alguns países da Ásia, elas são consideradas iguarias e até fazem parte da culinária.

Já pensou em comer um baratão desses?

Se você comparar assim, até que as baratinhas comuns são umas gracinhas, né?!

Comenta aí se já passou por alguma história com o baratão!

A gente se vê!

Tchaaau!


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