O momento pede ideias sobre cuidados e preservação do meio ambiente e, assim, destacam-se estudos sobre possíveis novas fontes de energia renovável.

Uma matéria-prima promissora para a produção de energia renovável é o capim elefante, espécie bastante conhecida por produtores e agricultores.

Trazido da África na década de 1920, com a intenção de usá-lo como alimento de gado, o capim elefante destaca-se por apresentar um sistema radicular bem desenvolvido, o que poderia contribuir para aumentar o conteúdo de matéria orgânica do solo, além de aumentar o sequestro de carbono.

Por que escolher usar capim elefante?

A cana-de-açúcar e o eucalipto já são espécies usadas como fonte de energia renovável, então por que usar o capim elefante?

O capim elefante apresenta três vantagens diante dessas outras espécies:

Cresce rapidamente, chegando a atingir quatro metros de altura apenas seis meses após o plantio;

Tolera solos mais pobres em nutrientes; tornando-se uma ferramenta de descentralização da produção, permitindo a geração de eletricidade e a produção de biocombustíveis em locais onde a construção de hidrelétricas ou o cultivo de biomassas tradicionais não é possível;

Gera uma quantidade maior de biomassa (material que se transforma em energia).

Fonte de energia renovável

A alta produtividade do capim elefante é a primeira característica a se destacar.

Para produzir biomassa para energia, o primeiro corte do capim elefante pode ser feito seis meses depois do plantio, bem diferente da cana-de-açúcar, que precisa de, pelo menos, um ano para a primeira colheita, e do eucalipto, que demora cerca de sete anos para alcançar um bom tamanho para o corte.

Conforme estudos, cada hectare plantado com capim elefante gera, em média, 40 toneladas de biomassa seca que pode se tornar energia.

O mesmo hectare plantado de cana-de-açúcar gera entre 15 e 20 toneladas de biomassa. Já da mesma área plantada com eucalipto derivam entre dez e 15 toneladas de massa seca.


Existem mais de 200 variedades de capim elefante e as plantações variam de lugar para lugar. O ideal é que o interessado procure saber quais são as variáveis mais adequadas a cada microrregião do país para só então iniciar o plantio.

Como transformar capim em energia renovável?

O procedimento que transforma o capim elefante em energia é simples.

Após a colheita mecanizada, ele é colocado para secar. Segue, então, para uma esteira, depois passa por uma máquina que pica as folhas em pequenos pedaços e retira a umidade.

Esses pedaços são depositados em uma caldeira, onde serão queimados e se transformarão em energia.

Caso o capim precise ser armazenado por mais tempo antes da queima ou transportado, pode ser condensado em péletes (tubos ocos feitos do capim macerado) ou nos chamados briquetes (tubos em forma de cilindro compacto com 3 centímetros de comprimento).

Indústrias cerâmicas já utilizam o capim elefante como combustível e é o setor que deve ser o primeiro a utilizar o capim elefante em larga escala.

Os estudos sobre o capim elefante estão avançando e a expectativa é que ele ainda possa se tornar lenha ecológica e servir como matéria-prima de etanol.

Como qualquer material vegetal, da celulose nele contida podem ser extraídos açúcares que, fermentados, dão origem ao biocombustível que abastece automóveis e até aviões.

Se bem manejada, uma área cultivada com capim elefante pode continuar rebrotando por anos a fio, possibilitando um fluxo contínuo da matéria-prima por bastante tempo.


O capim-elefante já aparece como combustível de duas empresas: uma no Amapá e outra na Bahia. Esta última é a experiência mais emblemática de uso do capim-elefante para fins energéticos no Brasil.

Será que um dia, Mato Grosso do Sul?

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