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Cavalo Pantaneiro se adaptou ao bioma e é único

Sabia que o cavalo pantaneiro é um tipo único de equino?

Pois é, todas as peculiaridades do Pantanal formaram este animal, com características só dele.

Dessa forma, elas foram adquiridas durante quatro séculos, desenvolvendo-se conforme o meio complexo em que vivem.

Logo, sabemos que o cavalo pantaneiro é resistente e forte, como o verdadeiro sul-mato-grossense!

Agora, vamos descobrir por quê!

Cavalo Mato Grosso do Sul

Raça se adaptou ao Pantanal

Descendente dos animais usados pelas tropas portuguesas, o cavalo pantaneiro se adaptou ao Pantanal.

Assim, sua história se inicia na época da colonização do país, tempo em que os animais eram forçados a sobreviver em qualquer ambiente, mesmo os mais difíceis.

Lá em 1736, o Pantanal foi povoado por grandes manadas de cavalos.

Desde então, é um cavalo bastante usado na lida com o gado e em provas de resistência e velocidade.

Além de cavalgadas no Pantanal.

Assim, tornou-se uma raça de equino extremamente resistente e ajustado ao ambiente quente e úmido do Pantanal e também às longas distâncias que têm de ser percorridas.

Afinal, nada pode parar os trabalhos nas fazendas.

Então, peões mantêm os rebanhos em segurança e condizem a boiada, nas travessias de rios e pastos inundados, montados em seus cavalos pantaneiros.

Dessa maneira, eles cavalgam em terrenos alagados e enfrentam a terra quente na seca.

Além de dificuldades como insetos, altas temperaturas e outros predadores, né?!

Ou seja, cavalos moldados para resistir às “inconveniências” do Pantanal.

Características do Cavalo Pantaneiro

Da mesma forma que outros animais, este cavalo tem seus diferenciais no bioma.

Para começar, ele tem personalidade própria.

Apesar de ser dócil, apresenta temperamento vivo e corpo robusto e largo.

Além disso, o peso do cavalo pantaneiro gira em torno de 350 kg, sua estatura fica na média de 1,42m e tem a cauda a curta.

A pelagem do cavalo pantaneiro é predominantemente tordilha.

Depois, baia, pedrês e castanha.

Mas também pode ser encontrado com outros tipos.

Mesmo considerado antigamente apenas para o trabalho em ambientes inóspitos, como o Pantanal, o cavalo pantaneiro também foi reconhecido em competições.

Então, ele apresenta como diferencial diante de outras raças o fato de ter a exigência alimentar menor.

Contudo, ele ainda reúne as principais características de um cavalo de sela.

Assim, ele tem o andamento macio e confortável, como o trote, com tração predominantemente dianteira.

Agora, o cavalo pantaneiro alcança lugares que nem mesmo os veículos mais potentes conseguem chegar.

Essencial para os moradores do Pantanal, ele chegou a ser quase extinto.

Isso por causa do indiscriminado cruzamento com outras raças e por doenças.

Até hoje a anemia é a principal ameaça para este cavalo.

Por isso, é importante prezar por boas práticas de manejo e pesquisas em sanidade.

Assim, surgiu a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Pantaneiro.

Ela é fundada em 1972, em Poconé (MT), com o objetivo de conservar a raça, que ainda se encontra vulnerável.

Atualmente, existem 3.000 animais registrados na associação.

Inclusive, ela conta ainda com 120 criadores e 80 proprietários do cavalo pantaneiro.

Além de Mato Grosso do Sul, eles estão espalhados ainda por Mato Grosso e pela Bolívia.

Quanta forragem esse guerreiro merece?

Deixe seu comentário!

A gente se vê nas trilhas.

Tchaau.

Aquele Mato

Somos a Lua e o Diogo. Dois sul-mato-grossenses que criaram este espaço pra falar do nosso amor pelo Estado e mergulhar na nossa cultura. Queríamos um lugar não só para os amantes da natureza e das nossas belezas, mas também para quem se interessa pela história e quer ler, pensar e trocar experiências vividas por aqui.

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