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O brasileiro copo americano

Imprescindível nas padarias e bares mais tradicionais do Brasil, o copo americano se tornou ícone nacional e completa 70 anos de existência.

Inspirado em copos antes produzidos apenas nos Estados Unidos, por isso a origem do seu nome, o copo americano foi criado pelo empresário paulista Nadir Figueiredo, em 1947.

Inesperadamente, ou nem tanto, ele se tornou o copo oficial do pingado, da cachaça, do caldinho, do refrigerante e, claro, da cerveja.

Inclusive foi eleito o melhor copo pra se tomar cerveja do Brasil nos anos 1990.

Com o jeitinho brasileiro, ele também é muito utilizado como medida em receitas de bolo e sabão em pó.

Nessa sua trajetória, o copo americano não só permanece sendo encontrado em qualquer lugar como se tornou símbolo do design nacional.

Em 2009, a mostra Destination: Brazil, organizada pela loja do Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA, reuniu mais de setenta produtos que representavam o estilo de vida brasileiro. Entre eles estava, é claro, o copo americano. Ele também é encontrado na loja conceitual japonesa Muji.



Muito orgulho verde e amarelo!

E que história é essa de copo soviético?

Pois é, apesar de reconhecermos a história nacional do copo americano, os russos acreditam ser os pioneiros da sua criação.

Segundo eles, o copo foi criado há 73 anos por uma fábrica de Gus-Khrustalny, cidade russa tida como uma das mais tradicionais na produção de objetos de vidro e cristal do país.

O copo teria sido, então, desenvolvido pela artista russa Vera Mukhina, que planejou seu formato e seu tamanho, para que ele coubesse nas máquinas de lavar louça recém-lançadas na Rússia dos anos 1940.

Fica a curiosidade de que, nessa época, a preocupação das pessoas de todo o mundo era fabricar artigos mais simples, mais duráveis e sobretudo mais em conta, ainda que “esculpidos” por uma artista de renome.



Aqui no Brasil, o copo americano lançou recentemente uma linha “gourmet” com cores bem modernas para comemorar os seus 70 anos.

Mas, na real, ele pode se chamar americano, mas o clima que ele traz é todo do Brasil, né?!


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