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Quando as primeiras chuvas da primavera umedecem o solo, a cigarra deserta.

Logo ela, que estava vivendo dentro da terra, sugando a seiva das raízes das árvores.

Pois é nessa época que as jovens cigarras chamadas ninfas cavam túneis que as levam à superfície

Aliás, um novo mundo a ser descoberto por elas.

Lentamente, elas se deslocam até a primeira superfície vertical que encontram.

Assim, elas começam uma longa e cansativa escalada de alguns centímetros ou até 2 metros.

A ninfa fica ali pendurada até que, magicamente, uma fenda aparece ao longo das suas costas e, por ali, vai emergindo o indivíduo adulto.

Enfim é aí que o seu corpo sai vagarosamente da carapaça e suas asas começam a inflar até a sua formação completa.

Si si si si si si…  Que som é esse?

Porém, é na boca da noite que sentimos realmente a sua presença.

Afinal, não é difícil perceber quando elas estão por perto…

Um pouco mais e MS está tomado pela sinfonia-zumbido, unissonante e monotônica do seu canto.

Dessa forma, o macho, agora já adulto, emite o seu vigoroso e estridente canto nupcial.

Esse canto é feito por um par de estruturas abdominais chamadas tímbales, que é uma placa estriada situada em uma membrana.

Internamente a essa estrutura há um saco aéreo traqueal que funciona como uma câmara de ressonância, de onde cada espécie ecoa o seu canto característico.

Inclusive, o som da cigarra é considerado um dos mais altos do mundo.

Surpreendente!.

Sobretudo porque o som de algumas espécies pode atingir até 120 decibéis, o que já é classificado na faixa de som ensurdecedor.

Este fenômeno pode durar até duas semanas e alguns machos chegam até morrer com o alto volume.

A cigarra e a formiga

Esopo e La Fontaine colocam as cigarras injustamente como insetos preguiçosos em suas fábulas.

Assim, tudo bem que elas são notoriamente péssimas voadoras.

Pois é comum vê-las chocando-se com objetos em tentativas de sair do chão.

Mas percebemos que não há preguiça.

Antes de tudo porque o pouco tempo de vida das cigarras adultas faz com que elas tenham que agir rapidamente.

O macho tem um singelo mês depois que sai do solo para tentar atrair uma parceira.

Ao mesmo tempo, tem que se preocupar em não chamar a atenção de predadores, como as aves.

Ah, na fase ninfa, elas podem ser atacadas por besouros, alguns mamíferos, como o tatu, e quem diria, por formigas que vivem nos solos.

Jogo perigoso e estressante, não?

Depois do ritual do acasalamento, ele enfim morre e as fêmeas saltam para as árvores.

Assim, elas colocam seus ovos que se tornam larvas e depois caem no solo, penetram na terra e ficam sugando a seiva da árvore por mais três ou quatro anos, até recomeçarem seu ciclo.

Bom, isso tudo acontece da forma natural.

Porém, quando o macho não encontra uma fêmea, ele pode decidir copular com outros machos ou até mesmo com cadáveres de cigarras fêmeas.

Fica aí a reflexão sobre essa vida de inseto e os bons costumes, né?

Já fala pra gente nos comentários o que você achou de tantas curiosidades sobre a cigarra.

Lembra de mais alguma?

É só dividir com a gente!

Logo mais a gente se vê.

Tchaau!


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Aquele Mato

Somos a Lua e o Diogo. Dois sul-mato-grossenses que criaram este espaço pra falar do nosso amor pelo Estado e mergulhar na nossa cultura. Queríamos um lugar não só para os amantes da natureza e das nossas belezas, mas também para quem se interessa pela história e quer ler, pensar e trocar experiências vividas por aqui.

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Estação da cigarra

Quando as primeiras chuvas da primavera umedecem o solo, a cigarra deserta.

Logo ela, que estava vivendo dentro da terra, sugando a seiva das raízes das árvores.

Pois é nessa época que as jovens cigarras chamadas ninfas cavam túneis que as levam à superfície

Aliás, um novo mundo a ser descoberto por elas.

Lentamente, elas se deslocam até a primeira superfície vertical que encontram.

Assim, elas começam uma longa e cansativa escalada de alguns centímetros ou até 2 metros.

A ninfa fica ali pendurada até que, magicamente, uma fenda aparece ao longo das suas costas e, por ali, vai emergindo o indivíduo adulto.

Enfim é aí que o seu corpo sai vagarosamente da carapaça e suas asas começam a inflar até a sua formação completa.

Si si si si si si…  Que som é esse?

Porém, é na boca da noite que sentimos realmente a sua presença.

Afinal, não é difícil perceber quando elas estão por perto…

Um pouco mais e MS está tomado pela sinfonia-zumbido, unissonante e monotônica do seu canto.

Dessa forma, o macho, agora já adulto, emite o seu vigoroso e estridente canto nupcial.

Esse canto é feito por um par de estruturas abdominais chamadas tímbales, que é uma placa estriada situada em uma membrana.

Internamente a essa estrutura há um saco aéreo traqueal que funciona como uma câmara de ressonância, de onde cada espécie ecoa o seu canto característico.

Inclusive, o som da cigarra é considerado um dos mais altos do mundo.

Surpreendente!.

Sobretudo porque o som de algumas espécies pode atingir até 120 decibéis, o que já é classificado na faixa de som ensurdecedor.

Este fenômeno pode durar até duas semanas e alguns machos chegam até morrer com o alto volume.

A cigarra e a formiga

Esopo e La Fontaine colocam as cigarras injustamente como insetos preguiçosos em suas fábulas.

Assim, tudo bem que elas são notoriamente péssimas voadoras.

Pois é comum vê-las chocando-se com objetos em tentativas de sair do chão.

Mas percebemos que não há preguiça.

Antes de tudo porque o pouco tempo de vida das cigarras adultas faz com que elas tenham que agir rapidamente.

O macho tem um singelo mês depois que sai do solo para tentar atrair uma parceira.

Ao mesmo tempo, tem que se preocupar em não chamar a atenção de predadores, como as aves.

Ah, na fase ninfa, elas podem ser atacadas por besouros, alguns mamíferos, como o tatu, e quem diria, por formigas que vivem nos solos.

Jogo perigoso e estressante, não?

Depois do ritual do acasalamento, ele enfim morre e as fêmeas saltam para as árvores.

Assim, elas colocam seus ovos que se tornam larvas e depois caem no solo, penetram na terra e ficam sugando a seiva da árvore por mais três ou quatro anos, até recomeçarem seu ciclo.

Bom, isso tudo acontece da forma natural.

Porém, quando o macho não encontra uma fêmea, ele pode decidir copular com outros machos ou até mesmo com cadáveres de cigarras fêmeas.

Fica aí a reflexão sobre essa vida de inseto e os bons costumes, né?

Já fala pra gente nos comentários o que você achou de tantas curiosidades sobre a cigarra.

Lembra de mais alguma?

É só dividir com a gente!

Logo mais a gente se vê.

Tchaau!


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Somos a Lua e o Diogo. Dois sul-mato-grossenses que criaram este espaço pra falar do nosso amor pelo Estado e mergulhar na nossa cultura. Queríamos um lugar não só para os amantes da natureza e das nossas belezas, mas também para quem se interessa pela história e quer ler, pensar e trocar experiências vividas por aqui.

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