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Homenagem a Gaia, Mãe Terra

Uma das principais deusas da mitologia grega, Gaia nasceu no grande princípio da criação e é a grande mãe de tudo já criado, conhecida como Mãe Terra.

Geradora de todos os deuses, essa divindade feminina personifica a própria Terra, o poder maternal que governava o universo e deu origem a tudo o que existe.

Com sua habilidade de criar vida, gerou espontaneamente (ou seja, sem fertilização) três filhos:

Urano, que personificava os céus, Ponto, que representava os oceanos, e Óreas, que simbolizavam as montanhas.

A partir daqui, a árvore genealógica desses deuses é extensa.. então pega o caderninho!

A história de Gaia

Por mais estranho que pareça, a história de Gaia envolve o momento em que Terra e Céu se uniram, e Gaia tornou seu filho Urano também seu marido.

A partir daí vieram outros 12 filhos, chamados de 12 Titãs, o que a deixou conhecida também como Titeia, mãe dos Titãs.

Além dos Titãs, eles também tiveram mais seis criaturas: três Ciclopes, que eram gigantes imortais com só um olho no meio da testa, e três Hecatônquiros, gigantes com cem mãos e cinquenta cabeças.

Com medo do poder de filhos tão grandes, Urano os encarcerou novamente no ventre da mãe terra, Gaia.

Outra versão deste mito revela um cárcere diferente para o qual Urano enviava seus filhos: o Tártaro – o Mundo Inferior ou os quintos dos Infernos.

Assim, o destino dessas criaturas era a reclusão, o que trouxe problemas.

Os problemas de família da Mãe Terra

Com o ódio contra as atitudes de Urano se acumulando, vieram os problemas de família da Mãe Terra.

Gaia clamou a seus filhos por ajuda e só foi atendida por Cronos, o Titã do tempo.

O deus romano equivalente a Cronos é Saturno.

Gaia forneceu a seu filho Cronos uma foice, com a qual castrou seu próprio pai no momento em que ele tentava seduzir Gaia.



O sangue que jorrou do ferimento caiu sobre Gaia e fertilizou-a novamente.

Nasceram então os Gigantes, seres colossais e indomáveis, também as Erínias, divindades que personificavam a vingança, e as Melíades, as ninfas do freixo (árvore que simboliza a durabilidade e a firmeza).

Cronos jogou a foice ao mar.

Das gotas de sangue caídas nasceu Afrodite, deusa do amor e da beleza, e o local onde a arma despencou tornou-se a ilha de Corfu.

Iniciou-se o reinado de Cronos, que libertou os irmãos. Porém, também começou a temê-los e voltou a aprisioná-los, fazendo Gaia tramar uma nova vingança.

Quando Cronos passou a reger o universo e teve seus filhos com Réia, Urano o avisou que um deles o destronaria.

A solução, então, foi devorar cada recém-nascido.

Gaia ajudou Réia a salvar um deles, Zeus, que declarou guerra ao pai, quando adulto.

A guerra durou 10 anos, até que Gaia prometeu a Zeus que ele se tornaria rei do universo se libertasse os irmãos do Tártaro.

Com a ajuda dos filhos libertos, Zeus tornou-se o novo soberano e realizou um acordo com os Hecatônquiros para que vigiassem os Titãs no fundo do Tártaro.

Gaia se revoltou novamente e usou todas as suas armas para destronar Zeus.

Porém, depois de tentativas frustradas, perdeu pra Zeus e fez um acordo de nunca mais tramar contra seu governo.

Reverenciar a Terra como mãe

Reconhecer a Terra como mãe é reverenciá-la, por tudo que ela nos dá de nutrição e acolhimento.

A Mãe Terra é aquela que sustenta tudo que existe, todos os seres e toda sua criação.

Ela também é conhecida por muitos outros nomes, como: Gaia, Gea, Terra Mater, Pachamama, Pritivi, Mahimata, Danu, Erce, Mulher Aranha, Mulher Mutante, Nerthus, Haumea, Mayca Vlazna Zemlja, entre tantas outras.



Um símbolo universal da Mãe Terra é a gruta, associada ao seu ventre, que remete ao seu poder de nascimento e regeneração e acolhimento.

Dizia-se que era por ali que tudo veio a ser, através das crateras e grutas da Terra.

O maior amor e respeito à mãe que cuida de todos nós.

 


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