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Nossa vida urbana cercou-se de tecnologia e – principalmente – as crianças sofrem com os impactos negativos causados por essa modernização.

Todos os dias, estamos criando ambientes para as crianças em que elas utilizam cada vez menos os sentidos, pois apenas dois deles são usados:

Olhar para a tela e ouvir o som.

É comum ouvirmos professores falando que têm um aluno-problema na sala, mas que, ao levar a turma para um passeio no parque, esse aluno em questão se torna o líder.

Não o aluno comportado.. O aluno líder!

Concluiu-se então que sair ao ar livre trouxe uma mudança de comportamento.

Os benefícios que a natureza proporciona para sua saúde

A maioria das crianças e jovens simplesmente não sabe o que está perdendo ao deixar de frequentar lugares naturais, pois os benefícios que a natureza proporciona são infinitos.

Se pararmos para pensar, será que o aumento no número de crianças tomando estimulantes e remédios para o comportamento pode ter a ver com o fato de que tiramos a natureza das crianças?

Pois ficar numa sala, aula após aula, prova após prova, e depois ir pra casa e se trancar em outra sala na frente de uma tela não está fazendo bem a nossas crianças.

Conforme as crianças passam menos tempo em áreas naturais, seus sentidos ficam limitados, no sentido fisiológico e psicológico.

Essa ausência aliada a uma infância exageradamente organizada e à desvalorização das brincadeiras espontâneas causa enormes consequências para as capacidades de a criança se autorregular, o que contribui para uma condição chamada de Transtorno de Deficit de Natureza.


O que é Transtorno de Deficit de Natureza?

O Transtorno de Deficit da Natureza ainda não é um termo médico, mas apenas linguístico, para descrever essa sensação que temos há tempos da desconexão com a natureza.

O ambiente natural foi desvalorizado na mídia e na educação e, cada vez mais, nós precisamos da natureza como antídoto para os efeitos negativos da tecnologia, pois ela é um elemento fundamental para nossa habilidade de pensar e criar.

Então quanto mais hi-tech nossa vida fica, de mais natureza precisamos.

Hoje, mesmo morando perto de praças, os pais sofrem para tirar os pequenos de casa, pois é realmente difícil competir com os sedutores jogos e conteúdo na internet.

Porém, a falta de contato das crianças com a natureza e a imersão tecnológica causam problemas físicos e mentais. Veja a lista abaixo:

  • obesidade infantil, associada a maus hábitos alimentares
  • musculatura fraca, pela falta de atividade física
  • falta de equilíbrio, pelo predomínio de pisos lisos, cimentados que oferecem pouca oportunidade de instabilidade na movimentação corporal
  • deficiência de vitamina D
  • aumento de incidência de miopia
  • menor uso dos sentidos
  • ansiedade
  • depressão
  • hiperatividade
  • deficit de atenção.

Por isso tudo, as experiências na natureza são tão importantes quanto outras coisas no desenvolvimento de uma criança e é um direito humano que elas tenham essa vivência.

Um passeio na mata, uma caminhada no parque, ouvir os sons de pássaros, do vento, ver cores variadas de flores, pisar na terra úmida, pegar pedras, colher frutos.. todas essas coisas aguçam a curiosidade infantil e são fascinantes para a natureza exploratória da criança.

Precisamos associar tempo na natureza com saúde e felicidade familiar, pois essa conexão gera alegria e reverência e ainda traz a consciência de pertencimento, de que estamos ligados ao todo.

Brincando e descobrindo a natureza, a criança aprende de uma forma tão descontraída que nem parece aprendizado.

Nunca é cedo ou tarde para incluir crianças e adultos na natureza e é uma atividade vital para todas as idades.


Então, vamos pensar que, em vez de darmos Ritalina para nossos pequenos, podemos apenas fazer mais frequentes os passeios nos parques.

Vamos reconectar as crianças com ambientes ao ar livre? É de graça!

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