Fogo contra fogo: entenda a técnica usada para salvar o Parque das Várzeas do Rio Ivinhema
Preservação

Fogo contra fogo: entenda a técnica usada para salvar o Parque das Várzeas do Rio Ivinhema

12 de maio de 2026 📖 3 min de leitura 👁 3 visualizações

Corpo de Bombeiros e Imasul realizam queima prescrita para reduzir biomassa e proteger a biodiversidade contra incêndios severos previstos para o inverno de 2026.

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Reprodução Secom (imagem Ewerton Pereira)

Prevenir é o melhor rastro para quem quer conservar. 

A princípio, pode parecer contraditório usar o fogo para proteger a natureza, mas a ciência prova o contrário. 

Entre os dias 1º e 4 de maio, o Governo de MS realizou uma operação de Queima Prescrita no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema (Pevri).

Essa atividade, conhecida como Manejo Integrado do Fogo (MIF), é essencial para eliminar o excesso de biomassa — o combustível seco — que poderia causar incêndios incontroláveis durante a estiagem que se aproxima.

Por que o Manejo Integrado do Fogo (MIF) é vital em 2026?

Neste ano, o planejamento leva em conta um fator crítico: a influência do fenômeno El Niño. 

De acordo com especialistas, o fenômeno deve intensificar as temperaturas e provocar irregularidades nas chuvas durante o inverno de 2026.

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Sob o mesmo ponto de vista, o Capitão dos Bombeiros, Samuel Pedrozo, destaca que a abertura de aceiros e o uso do fogo controlado no período correto são as formas mais eficientes de mitigação. Sem essa intervenção, o material acumulado serviria de combustível para desastres de grandes proporções, como os registrados em 2024.

Operação usa drones e sensores térmicos no Pevri

A operação no parque, que abrange 73,3 mil hectares de Mata Atlântica entre Naviraí, Jateí e Taquarussu, não foi feita ao acaso, e a tecnologia foi a maior aliada das equipes:

  • Mapeamento térmico: o uso de drones com sensores infravermelhos permitiu o monitoramento contínuo, inclusive à noite.
  • Proteção da fauna: as câmeras térmicas ajudaram a identificar a presença de animais, garantindo que a queima lenta permitisse a fuga das espécies.
  • Ciclo natural: a queima era iniciada no pico do calor (30°C) e se extinguia naturalmente ao entardecer com o aumento da umidade e do orvalho.

Movimento gera benefícios além da prevenção de incêndios

Na prática, o manejo contribui para a eliminação de espécies exóticas e favorece a regeneração da vegetação nativa da região. Em suma, o Governo de MS consolida uma estrutura de resposta ágil que protege não apenas o Pevri, mas todos os biomas do estado — Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica.

Por outro lado, é preciso saber diferenciar a prevenção do crime:

  • Queimas prescritas são anunciadas e acompanhadas pelo Corpo de Bombeiros e Imasul.
  • Denuncie o Crime: Se avistar fumaça sem equipes de monitoramento por perto ou em períodos de proibição, ligue imediatamente para o 193.

aquelemato
Colaborador · AqueleMato
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