Estela, uma das onças mais longevas monitoradas na região, é flagrada carregando presa maior que ela; registro do biólogo Bruno Jacob destaca a força e resiliência da "vovó" do rio Três Irmãos
No Pantanal, a idade não é um sinal de fraqueza, mas sim um troféu de sobrevivência.
Nessa semana, um vídeo de 2022 voltou a viralizar nas redes sociais e provou exatamente isso ao mostrar a onça-pintada Estela, de quase 16 anos, arrastando um jacaré imenso pelas margens do rio Três Irmãos.
O flagrante capturado pelo biólogo e guia Bruno Jacob é uma aula de biologia sobre a força e a precisão técnica que só os anos de “estrada” podem conferir a um predador de topo.
Primeiro porque 16 anos é uma idade avançada para uma onça na vida selvagem, onde os desafios são constantes e o vigor físico costuma declinar.
Contudo, Estela aparece nas imagens com uma firmeza impressionante, segurando o jacaré pela mandíbula e atravessando a margem, evidenciando que sua técnica de caça continua impecável.
Caça não é só força, mas também inteligência
A caça de um jacaré não é apenas uma questão de força bruta, mas de inteligência tática.
Desta forma, o maior felino das Américas desenvolveu uma mordida capaz de perfurar couros grossos e crânios, mirando pontos vitais para imobilizar a presa rapidamente.
Inclusive, aos predadores mais jovens e impetuosos, Estela demonstra a economia de movimento e a precisão de quem já dominou o bioma por mais de uma década.
Vale lembrar que o registro da veterana Estela fecha uma semana de flagrantes impressionantes na nossa região. Recentemente, também destacamos a força de uma sucuri gigante arrastando uma capivara sobre uma ponte em Sidrolândia, provando que, seja na água ou na terra, os gigantes do nosso bioma estão mais ativos do que nunca.