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Perereca-onça? Nova espécie é descoberta na Amazônia

Mateiro tem medo de perereca?

E de onça então? :~~~

Bom, hoje vamos entender do que a gente tá falando!

Pois é, a nova descoberta no Brasil é a perereca-onça.

Cujo clássico olho estalado e pupilas pretas combinam com um padrão de cores de um outro animal bem famoso aqui: a onça-pintada.

Assim, dessa semelhança surgiu o seu nome: perereca-onça ou Scinax onca.

Aparência da perereca não é único motivo para o nome

Além da cor dessa perereca, que lembra o maior predador da América do Sul, cientistas revelaram outra curiosidade.

Segundo eles, seus encontros frequentes com onças durante trabalhos de campo também foram inspiração para batizar a recém-descoberta perereca.

Assim, a Perereca-Onça foi encontrada na região sudoeste do estado do Amazonas.

Ou seja, na área de Floresta Amazônica localizada entre os rios Madeira e Purus, ambos afluentes do rio Amazonas.

Inclusive, um lugar onde a floresta é bastante preservada e a população de onças é grande.

Mas antes mesmo de avistarem a danadinha, os especialistas já sabiam que se tratava de uma nova espécie pelo seu coaxar.

Pois, dizem, que parece o som de uma serra-elétrica. Eita!

Já imaginou?!

Bom, o estudo com a descrição da espécie foi conduzido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e do Museu de História Natural de Praga, na República Tcheca.

Logo, ele foi publicado no periódico científico Zookeys, onde os autores revelam muito pouco sobre a Perereca-Onça.

À primeira vista, eles descrevem o anfíbio de olhos alaranjados com um tamanho menor que 5 cm e com virilha branca com pontos pretos.

Além do seu dimorfismo sexual evidente.

Pois as fêmeas são maiores que os machos, que conseguem segurar uma nota no canto do acasalamento por mais de 100 milissegundos.

Aparentemente em nada mais se assemelha à nossa amiga mamífera, ufa!

Empenhar recursos é o caminho para novas descobertas

Pra começar, a gente não cansa de falar que empenhar recursos é o melhor caminho para que novas descobertas sejam feitas.

Em setembro de 2017 foi publicado um relatório sobre a diversidade de espécies recentemente descobertas na Amazônia.

Assim, este projeto faz parte de um estudo realizado com as organizações não governamentais World Wildlife Fund (WWF) e Instituto Mamirauá.

Inclusive, essas instituições indicam a descoberta de 371 espécies na Amazônia entre 2014 e 2015.

Dentre elas estão diversas espécies de anfíbios (grupo que inclui os sapos, rãs e pererecas).

Além de peixes, répteis, aves, mamíferos e plantas.

Segundo esse mesmo relatório, mais de 2000 espécies foram descritas na última década.

Porém, nele não está incluso dados dos grupos de insetos ou aracnídeos, por exemplo.

Ou seja, dados capazes de aumentar bastante esse número de espécies.

Finalmente, é preciso que mais recursos sejam empenhados na realização de estudos de campo de cada região.

Pois é só assim para sabermos a riqueza de fauna e flora presentes no nosso país

Por fim, em terras pantaneiras também temos uma descoberta importante.

Sim, é do Pantanal o primeiro anfíbio fluorescente do mundo.

Veja mais aqui e fique encantado com esse brilho!

Agora, fala aí, gostou da perereca-onça?

Comenta aí o que acha dessa descoberta.

Bem peculiar, né?!

A gente se vê.

Tchauu!

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