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Pesquisadores do Brasil e da Argentina publicaram um estudo no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences sobre um anfíbio noturno, uma perereca que brilha no escuro em tons esverdeados. Trata-se da primeira espécie vertebrada terrestre conhecida a possuir esta característica, e ela é natural do nosso Pantanal e dos países vizinhos que compartilham do mesmo bioma, como Argentina e Paraguai.

Com nome científico Hypsiboas punctatus, sob a luz do dia, a perereca mostra uma coloração que mistura tons verdes, amarelos e vermelhos. Mas ao cair a noite, este anfíbio apresenta o seu brilho, esverdeado e azulado sob a luz do luar.

Brilho pode ser usado para animais de comunicarem

Com nome científico Hypsiboas punctatus, sob a luz do dia, a perereca mostra uma coloração que mistura tons verdes, amarelos e vermelhos. Mas ao cair a noite, este anfíbio apresenta o seu brilho, esverdeado e azulado sob a luz do luar.

Essa fluorescência é a habilidade de absorver radiação com comprimento de onda menor do que a luz visível e reemiti-la em comprimentos de onda maiores, visíveis ao olho humano. Além de extremamente rara, principalmente em animais terrestres, nunca foi encontrada em nenhuma das cerca de 7.600 espécies de anfíbios conhecidos. Algumas espécies de peixes cartilaginosos e tartarugas marinhas possuem essa característica, assim como insetos e alguns pássaros.

Em relação à perereca, ainda quase não se sabe sobre o seu sistema visual, por isso ainda não podemos determinar se ela tem ciência dessa sua habilidade, mas a teoria dos estudiosos é que essa função ecológica da perereca brilhante é se comunicar visualmente.


Perereca brasileira e, claro, carnavalesca

A descoberta aconteceu por acaso. Carlos Taboada, herpetólogo argentino da Universidade de Buenos Aires, resolveu procurar na H. punctatus uma fluorescência vermelha, porque o animal possui o pigmento biliverdina, que dá aos anfíbios a coloração verde, mas que em alguns insetos emite a fluorescência vermelha. Ao fazer os testes com raios ultravioleta, logo se deparou com a intensidade do seu brilho verde.

Outras 250 espécies de rã têm a pele parecida com esta, o que nos faz questionar se também podem possuir essa fluorescência. Será?


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