Mato Grosso do Sul já esteve com a maior incidência de dengue no Brasil, por isso, não podemos deixar o assunto e as ações esquecidas. Vamos falar mais e mais e mais sobre o Aedes aegypti, as doenças que ele pode transmitir e os cuidados para se livrar desse monstrinho!

A chegada

Vindo em navios da África na ópoca de colonização, o Aedes aegypti encontrou no ambiente urbano um espaço ideal para sua proliferação e, desde então, vem se espalhando pelas regiões tropicais e subtropicais do planeta desde o século 16.

Segundo o Instituto Oswaldo Cruz, o Aedes aegypti foi cientificamente descrito pela primeira vez em 1762, quando foi denominado Culex aegypti. O nome definitivo veio em 1818, após a descrição do gênero Aedes.

Em território nacional, desde o início do século 20, o mosquito já era considerado um problema, e a principal preocupação era a transmissão da febre amarela. Ele foi erradicado, mas não demorou muito para voltar e se espalhar por aqui!

Atualmente, a erradicação é bastante improvável, pois o fato de usarmos muitos inseticidas químicos fez com que sejam selecionados os mosquitos mais resistentes, por isso, tende-se a diminuir ao máximo o uso de inseticida químico. A

Aedes aegypti, o agente eficiente

Conforme os infectologistas, entre os agentes de contaminação, o Aedes aegypti é o que tem a capacidade de transmitir a maior variedade de doenças.


Febre amarela, Febre do Mayaro, Febre do Nilo Ocidental e as nossas tão conhecidas dengue, febre chikungunya e zika vírus. Além dessas doenças, o Aedes aegypti também está ligado a males não tão comuns, do grupo flavivírus.

O fator que mais contribui para ele ser esse agente transmissor tão eficiente é a sua capacidade de se adaptar, além, da proximidade com o homem. Estudos mostram que ele também consegue se reproduzir com sucesso em água contaminada com matérias orgânicas.

Outra grande vantagem do Aedes aegypti em relação aos outros mosquitos é o fato de os seus ovos também poderem permanecer inertes em locais secos por até um ano, e, ao entrar em contato com a água, desenvolverem-se rapidamente – num período de sete dias, em média.

Tendo tudo isso em mente, bastam apenas 10 dias para que uma fêmea do mosquito Aedes aegypti nasça, desenvolva-se e se torne capaz de transmitir os vírus que causam a dengue, a febre chikungunya e o zika vírus. Na vida adulta, as fêmeas do mosquito picam pessoas e animais, pois precisam de sangue para gerar os ovos.

Vive em torno de 45 dias, mas é o suficiente para que um único mosquito possa infectar até 300 pessoas.

A fêmea pode colocar em média cem ovos de cada vez e, tendo em vista a rapidez deste ciclo, combater a proliferação do mosquito é fundamental, pois ela distribui os ovos por diferentes pontos. Se os ovos de um local forem destruídos, os outros ainda têm muitas chances de se desenvolverem.

O Aedes aegypti não é muito exigente

Quem vê esse monstrinho de, no máximo, 7 milímetros, não imagina tantos estragos, né?

Mas, como sabemos, seu histórico de doenças é assustador. Para impedir que o Aedes aegypti se reproduza, precisamos focar nossas ações de combate diariamente.
Bastam cuidados simples, mas que fazem toda a diferença.

Mantenha a caixa de água, tonéis e barris fechados com a tampa;

Limpe as calhas, removendo as folhas, galhos e outros objetos que possam impedir a passagem da água;

Não deixe acumular água da chuva sobre a laje;

Lave semanalmente tanques utilizados para armazenar água;

Encha os pratinhos dos vasos com areia;

Lave 1 vez por semana os vasos com plantas aquáticas;

Guarde as garrafas vazias de cabeça para baixo;

Entregue os pneus velhos no serviço de limpeza urbana ou guarde-os sem água e abrigados da chuva;

Coloque o lixo em sacos fechados e feche bem a lixeira.

Lixo no lixo

A recente inauguração do primeiro ecoponto de Campo Grande colabora para esses cuidados. O ecoponto é um excelente lugar para descartar corretamente os seus materiais, tanto os que produz em casa quanto os resíduos secos, como móveis, eletrodomésticos e computadores.

Essa iniciativa evita de eles serem jogados nas calçadas e ruas dos bairros, onde acumulam água e, consequentemente, se tornam morada do Aedes (fazendo a íntima).


Agora, pratique e espalhe para a vizinhança as dicas para manter sua casa livre do mosquito e das doenças que ele transmite!

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