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Especialistas canadenses da Universidade de Toronto descobriram por acaso que uma espécie rara da Amazônia é a primeira de ave “híbrida” no território da América e talvez de todo o mundo, segundo artigo publicado na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences)

Estranho no ninho

Esclarecendo que híbridos são os descendentes de duas espécies diferentes de animais que, de alguma maneira, trocaram material genético, em geral, eles se encontram entre plantas, mas não entre os animais. Falando das aves, não foi conhecido nenhum caso de híbrido natural. Até agora!

Durante uma expedição na Amazônia, os pesquisadores estudaram laços parentais de pipras, aves tropicais sul-americanas, e acreditam ter descoberto o primeiro híbrido de aves. Após vários exames e análises de DNA, eles descobriram que a origem extraordinária da subespécie Lepidothrix vilasboasi (dançador-de-coroa-dourada), descrita pela primeira vez em 1957, mas redescoberta somente em 2002, é resultante do cruzamento de duas espécies distintas, a Lepidothrix nattereri e a Lepidothrix iris.

A raridade de espécies híbridas se dá pelo fato de serem estéreis e não poderem se multiplicar, o que não aconteceu com essa espécie apesar das mudanças genéticas, visto que seguem se reproduzindo entre elas e com as espécies legítimas.

Campo Grande já tem registros de araras híbridas

Resultado do cruzamento da espécie vermelha com a canindé, as araras híbridas sobrevoam o céu de Campo Grande, mas a situação preocupava especialistas da área, pois essa mistura se dá, pelo menos na maioria das vezes, com intervenção do homem em cativeiro.

Porém, atualmente, a cruza das araras de espécies diferentes na capital agora está ocorrendo na natureza. O primeiro registro de arara híbrida foi há quase cinco anos em um ninho na rotatória da Avenida Interlagos, de acordo com a presidente do Instituto Arara Azul, Neiva Guedes. Ela explica que hoje existem em Mato Grosso do Sul as espécies de arara azul, vermelha, canindé e a híbrida.

Bom, o assunto ainda é bastante polêmico entre os especialistas em Biologia. E a gente vai acompanhando essa evolução – da natureza e da ciência.

Aquele Mato

Somos a Lua e o Diogo. Dois sul-mato-grossenses que criaram este espaço pra falar do nosso amor pelo Estado e mergulhar na nossa cultura. Queríamos um lugar não só para os amantes da natureza e das nossas belezas, mas também para quem se interessa pela história e quer ler, pensar e trocar experiências vividas por aqui.

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Rara espécie híbrida de pássaros é descoberta

Especialistas canadenses da Universidade de Toronto descobriram por acaso que uma espécie rara da Amazônia é a primeira de ave “híbrida” no território da América e talvez de todo o mundo, segundo artigo publicado na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences)

Estranho no ninho

Esclarecendo que híbridos são os descendentes de duas espécies diferentes de animais que, de alguma maneira, trocaram material genético, em geral, eles se encontram entre plantas, mas não entre os animais. Falando das aves, não foi conhecido nenhum caso de híbrido natural. Até agora!

Durante uma expedição na Amazônia, os pesquisadores estudaram laços parentais de pipras, aves tropicais sul-americanas, e acreditam ter descoberto o primeiro híbrido de aves. Após vários exames e análises de DNA, eles descobriram que a origem extraordinária da subespécie Lepidothrix vilasboasi (dançador-de-coroa-dourada), descrita pela primeira vez em 1957, mas redescoberta somente em 2002, é resultante do cruzamento de duas espécies distintas, a Lepidothrix nattereri e a Lepidothrix iris.

A raridade de espécies híbridas se dá pelo fato de serem estéreis e não poderem se multiplicar, o que não aconteceu com essa espécie apesar das mudanças genéticas, visto que seguem se reproduzindo entre elas e com as espécies legítimas.

Campo Grande já tem registros de araras híbridas

Resultado do cruzamento da espécie vermelha com a canindé, as araras híbridas sobrevoam o céu de Campo Grande, mas a situação preocupava especialistas da área, pois essa mistura se dá, pelo menos na maioria das vezes, com intervenção do homem em cativeiro.

Porém, atualmente, a cruza das araras de espécies diferentes na capital agora está ocorrendo na natureza. O primeiro registro de arara híbrida foi há quase cinco anos em um ninho na rotatória da Avenida Interlagos, de acordo com a presidente do Instituto Arara Azul, Neiva Guedes. Ela explica que hoje existem em Mato Grosso do Sul as espécies de arara azul, vermelha, canindé e a híbrida.

Bom, o assunto ainda é bastante polêmico entre os especialistas em Biologia. E a gente vai acompanhando essa evolução – da natureza e da ciência.

Aquele Mato

Somos a Lua e o Diogo. Dois sul-mato-grossenses que criaram este espaço pra falar do nosso amor pelo Estado e mergulhar na nossa cultura. Queríamos um lugar não só para os amantes da natureza e das nossas belezas, mas também para quem se interessa pela história e quer ler, pensar e trocar experiências vividas por aqui.

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