De onde veio o nome da rua 14 de Julho?
A rua 14 de Julho ganhou esse nome no fim da primeira década de 1900, em homenagem à Revolução Francesa, pois, no dia 14 de julho de 1789, houve a queda da Bastilha, a derrubada da prisão-fortaleza Bastilha, pelo povo de Paris. Inicialmente, porém, ela era chamada de Beco, porque ali existia um trilheiro deserto, curto e sem saída. Em 1930, mudou seu nome para Aníbal de Toledo, em homenagem ao presidente eleito do Estado de Mato Grosso. No entanto, o seu mandato durou apenas nove meses e a rua passou a se chamar João Pessoa, homenageando o candidato à vice-presidência do Brasil que foi assassinado nesse mesmo ano e comoveu o país inteiro. Em 1941, a rua volta a sua denominação original, que nunca tinha saído da boca do povo.Área comercial de Campo Grande
Com seus 4,8 quilômetros de extensão, a 14 de Julho é uma das ruas mais largas e retas de mão única da capital de Mato Grosso do Sul e possui mais de 800 estabelecimentos comerciais.
O relógio da 14
No fim dos anos 1920, a rua 14 de julho recebeu seu principal calçamento e, em 23 de agosto de 1933, foi inaugurado o relógio que se tornou ponto de referência da Capital.Leia também: Os pontos turísticos e as riquezas culturais de Campo Grande
O relógio tem um significado maior do que mostrar as horas, pois no local aconteciam encontros, reuniões e comícios políticos. Desde a sua instalação, o relógio se transformou em um símbolo do progresso e do processo de urbanização que acontecia em Campo Grande naquele ano. Ele possuía quatro faces e media cinco metros de altura, mas foi demolido no dia 7 de agosto de 1970. Em comemoração aos 100 anos de emancipação política da Capital, foi erguida uma réplica do relógio, em 1999, desta vez, entre as avenidas Afonso Pena e Calógeras. Agora, em 2019, aconteceu uma revitalização da rua 14 de Julho e foi tomada a iniciativa de reconstruir o relógio em sua via original. A rua 14 de Julho foi o ponto de partida para o engrandecimento da nossa cidade e preservá-la é recuperar a nossa história. Com certeza, os Mateiros que vivem aqui há mais tempo podem dividir boas histórias também. Compartilhe suas lembranças com a gente nos comentários e vamos reviver essas lembranças.
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