Mês em que as temáticas em relação às mulheres estão em evidência, março traz o Dia Internacional da Mulher e a certeza de que este não é o único período do ano em que precisamos falar sobre os estereótipos fortalecidos por uma sociedade machista e patriarcal.

Nós poderíamos citar números e pesquisas sobre a violência de gênero em Mato Grosso do Sul, mas basta conversarmos com uma mulher para entender como esse problema está no dia a dia delas. Então, ao invés de focarmos em ocorrências de feminicídio e afins, hoje vamos dar ideias de sororidade. Sabe aquela história de que mulheres apenas competem entre si e deixam de fazer algo por medo de serem julgadas? Isso precisa acabar!
A rivalidade não é natural às mulheres. Princípios opressores foram impostos e deram a elas essa ideia.

Ser julgada pela roupa que usa ou quantidade de parceiros sexuais, passar por processos seletivos discriminatórios, enfrentar jornada dupla e relacionamentos abusivos… todas essas situações na vida de uma mulher podem ser amenizadas se, ao olhar para o lado, ela perceber que existem outras passando pelas mesmas coisas.
As mulheres não precisam, de fato, amar umas as outras. Mas o machismo está aí e TODAS arcam com as consequências dessa desigualdade.

Saiba que não precisa ser assim

A verdadeira transformação social acontece quando as mulheres descobrem que podem colaborar entre si e que apoiar outras mulheres que talvez nem conheçam faz toda a diferença. Isso é sororidade, a união que muda a vida de todas.

Atitudes para colocar em prática a partir de hoje

Não fale mal, principalmente baseado em padrões

Claro que você não é obrigado a ser amigo(a) de ninguém, mas evite falar mal da roupa, do corpo ou das escolhas da mulher, pois são comportamentos machistas e misóginos.

Reconheça o trabalho de outra mulher

Perceba o bom desempenho da sua colega de trabalho, da sua amiga, da sua mãe e o reconheça não só diretamente, mas publicamente. Isso vai ajudar a construir a autoconfiança dela e, ainda, vai impactar positivamente a percepção dos outros sobre ela.


Apareça

Se você, mulher, tem algo a oferecer para outras mulheres, mostre! A representatividade de ter uma mulher ensinando e levando conhecimento inspira outras mulheres, que se sentem poderosas para que ocupem cada vez mais espaços diferentes na sociedade.


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Uma sobe e puxa a outra

Apoie e encoraje outras mulheres. Se você é uma mulher que conquistou o que queria, incentive as que estão ao seu redor e leve-as com você! Pode ser literalmente, chamando-a para um trabalho, ou no sentido figurado mencionando-as como suas inspirações.

Discuta e defenda as manas!

Não tenha medo de mostrar seu ponto de vista. Imponha sua opinião ao ouvir uma piada machista ou alguém falando um termo que não te agradou sobre uma colega sua. Sentiu o desrespeito? Fale!

Ouça!

Os casos de violência e abuso são inúmeros e há muito tempo as mulheres foram silenciadas. O mínimo que podemos fazer é ouvir, sem julgamentos, apoiando-as e incentivando-as em suas decisões.


Em Mato Grosso do Sul existem redes de atendimento à mulher como o Telefone Lilás, um número de chamada gratuita que escuta as mulheres e fornece orientações no enfrentamento da violência, com informações sobre o serviço. E também a Casa da Mulher Brasileira, que integra um espaço humanizado destinado a mulheres em situação de violência.

Telefone Lilás – 0800-67-1236
Casa da Mulher Brasileira – (67) 3314-7550

Tenha empatia. Apoie outras mulheres porque elas aprendem pelo seu exemplo! Dê a mão à colega ao lado e inspire. Afinal, se juntas vocês causam, imagina juntas!

Hoje, Três Lagoas integra as cidades do Brasil que terão atos pelos direitos das mulheres! Sintam-se todos convidados!

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