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Conhecido pelas chuvas intensas, Janeiro é um mês de alerta para ribeirinhos e pecuaristas da região do Pantanal, que começam a se preparar para uma supercheia este ano. A previsão para os próximos meses é de que a água ultrapasse a cota de permanência, que ocorre quando o Sul recebe água do Norte (MT), onde algumas áreas já estão alagadas.

Considerado alto em alguns pontos, o nível do rio Paraguai já está em 596 centímetros, em Corumbá. Nesse período em 2017, a medida estava em 479 centímentros. Em tempos assim, proprietários de fazendas precisam remanejar seu rebanho, pois a água invade a área rapidamente e inunda a propriedade. Em Cáceres, MT, isso já está acontecendo.

Previsão é de que o volume de água ultrapasse a média máxima

Um alerta aos produtores para a retirada dos gado em áreas típicas de inundações deve ser emitido pela Embrapa nos próximos dias. Mas apesar do alerta ser para áreas localizadas em regiões baixas, mesmo locais que não costumam ser afetados por esse problema acabam de sobreaviso. Por ainda ter previsão chuvosa até o fim deste mês, logo a cheia deve chegar a Mato Grosso do Sul, com tendência do nível do rio passar de 5 metros. Os parâmetros que definem uma enchente no Pantanal são três. Até quatro metros, uma cheia normal. A partir de cinco metros, a cheia é de boas proporções, e depois dos seis metros, uma supercheia.

A água está vindo e, mesmo o Pantanal estando em um de seus momentos mais deslumbrantes, pois boa parte da fauna ocupa áreas mais altas como capões e cordilheiras, fica o alerta para evitar estragos.

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Bioma Pantanal / Cerrado, Sem classificação

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