Skip to content

Sussuarana, a onça-parda que encontramos

No início de 2022, fizemos um safári no Pantanal, em que encontramos a onça-parda (Felis concolor).

Agora, chega a hora de a gente falar mais deste lindo animal, que é o segundo maior felino das Américas, atrás apenas da onça-pintada.

Preparado?!

Então, silêncio e atenção para não espantá-la!

Onde vive a onça-parda no Brasil

Conforme nosso safári, você pode encontrar a onça-parda no Pantanal.

Mas ela é uma espécie de ampla distribuição geográfica.

Ou seja, ela ainda é encontrada em outras partes do Brasil e também do Chile ao Canadá.

Isso porque ela é um felino que se adapta fácil ao ambiente, seja campo, floresta ou montanha.

Inclusive, ela prefere lugares de difícil acesso pra gente.

Geralmente, ela caça no fim da tarde.

Durante a caça, elas costumam ficar atrás de árvores e arbustos.

Contudo, podem se equilibrar em cima de árvores e saltar de galho em galho. 

Assim, ela embosca a presa quando esta se aproxima.

Às vezes, é necessário nadar nesse processo, mas ela evita sempre que der.

Da mesma forma que outros felinos, são solitárias e oportunistas.

Por isso, aproveitam toda chance que têm para se alimentarem.

Nesse sentido, ela é um predador estritamente carnívoro.

Dessa maneira, o carneiro selvagem e o veado estão entre suas presas habituais.

Porém, ela pode ser generalista.

Ou seja, na falta dessas presas, ela pode comer outras variedades, como lagartos, aves e insetos.

Diferentemente da onça-pintada, a onça-parda abate a presa mordendo o pescoço e asfixiando-as.

Depois, começam a comer pela barriga e costelas.

Quando já satisfeitas, preparam a marmita para o próximo dia, escondendo a carcaça com folhas e galhos para voltarem depois.

Como muitos outros animais, elas não costumam atacar seres humanos, se não se sentirem ameaçadas, né?!

Até porque elas têm um comportamento solitário e sedentário.

Só querem ficar de boas.

Qual a cor da sussuaruna?

Onça-parda

Bora falar de algumas características da onça-parda!

Para começar, ela pode ser comumente chamada de sussuarana ou puma.

Em geral, o pelo dela é bege, meio rosado.

Mas também existem indivíduos com pelo cinza, marrom ou cor de ferrugem.

Isso porque varia do habitat.

Além disso, ela tem a cabeça pequena, orelhas curtas e arredondadas, pescoço e cauda longos e corpo alongado.

Agora, seu comprimento é, em média, de 1,55m (sem a cauda) e 0,70 cm do ombro ao chão, pesando de 70 a 85 kg.

Apesar de existirem registros de machos com mais de 110 kg.

Durante o período de acasalamento, a fêmea da sussuarana demarca o território, para avisar da fertilidade.

Assim, os machos entram para encontrá-la.

Enfim, o cio dura de 3 a 4 dias, com intervalos de 23 dias.

Depois, a gestação dura de 90 a 96 dias, e a sussuarana tem os filhotes em cavernas ou cepos ocos.

Eles nascem com manchas escuras no corpo que duram até os 4 meses e depois desaparecem.

Assim, ficam com a mãe até os 20 meses.

Atualmente, ela é considerada “vulnerável”, de acordo com a lista nacional do ICMBio e como “preocupante” pela IUCN.

Isso porque a espécie está diminuindo em razão da caça esportiva, preventiva ou por retaliação à predação de animais domésticos.

Além da perda de habitat e atropelamentos.

Infelizmente, o cenário continua o mesmo…

Cabe a nós compartilhar a importância da nossa fauna.

A gente se vê nas trilhas.

Tchauu!

Aquele Mato

Somos a Lua e o Diogo. Dois sul-mato-grossenses que criaram este espaço pra falar do nosso amor pelo Estado e mergulhar na nossa cultura. Queríamos um lugar não só para os amantes da natureza e das nossas belezas, mas também para quem se interessa pela história e quer ler, pensar e trocar experiências vividas por aqui.

Leave a Reply

Your email address will not be published.Required fields are marked *

*

Gente boa é a capivara A terra do ET BILU O Baratão de Corumbá Peixes do Pantanal Urutau – Mãe-da-lua