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Alguns tipos de nuvem, parte da beleza do céu de MS

Além do nosso lendário pôr-do-sol e dos objetos que cruzaram o céu de Mato Grosso do Sul, a beleza lá de cima também acontece por dos vários tipos de nuvens.

Por isso, vamos entender um pouquinho mais sobre elas.

Assim como os seres vivos, as nuvens podem ser classificadas em gênero e espécie, com nomes em latim (idioma “universal” usado pela ciência no passado).

Dessa forma, o estudo das nuvens faz parte da meteorologia, de modo a permitir a classificação e descrever sua formação.

Esse ramo recebe o nome de nefologia.

Apresentando-se sobre as mais variadas formas e características, as nuvens são classificadas a partir de diferentes tipologias.

Pois isso depende das condições de temperatura, altitude e forma.

Esses dados nos ajudam a entender melhor alguns fenômenos meteorológicos.

Conforme as diferentes altitudes, as nuvens são classificadas como baixas, médias, altas e nuvens com desenvolvimento vertical.

As nuvens altas têm uma altitude que varia entre 18 e 7 km; as média, entre 7 a 2 km; e as baixas, entre 2 a 0 km.

Algumas nuvens não estão incluídas nessas três categorias.

Pois têm a sua base na baixa altitude e depois estendem-se para cima até as regiões de média e alta altitude.

Essas características marcam as nuvens de desenvolvimento vertical, que normalmente estão associadas a condições de instabilidade do ar.

Tipos de nuvens

Conforme a Classificação Internacional das Nuvens pela WMO, são dez os tipos de nuvens existentes.

Assim, cada tipo de nuvem pertence a um determinado gênero.

  • Superior (nuvens altas) : Cirrus, Cirrocumulus e Cirrostratus
Cirrus (Ci)

Geralmente, de cor branca e com brilho sedoso, ela indica que o tempo está bom.

Assim, essas nuvens ficam isoladas, têm textura fibrosa e, em geral, sem sombra própria.

Dessa maneira, elas são constituídas por cristais de gelo de forma delgada em faixas largas e paralelas, parecendo convergir para o horizonte.

Alguns exemplos são:

uncinus – unc: em forma de gancho;

nuvem uncinus
Walter J. Pilsak

fibratus – fib: possui fibras/filamentos, sem ganchos;

fibratus

spissatus – spi: espesso/condensado, densa (aparece cinza quando visto em direção ao Sol);

nuvem spissatus
Por Taken byfir0002 | flagstaffotos.com.auCanon 20D + Canon 17-40mm f/4 L – Obra do próprio, GFDL 1.2, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=7174985
Cirrocumulus (Cc)

Semelhante às Cirrus, este tipo de nuvem é constituído quase que totalmente por cristais de gelo.

Pois as poucas gotículas existem logo se transformam em cristais.

Assim, elas são suficientemente transparentes para deixarem aparecer a posição do sol e da lua.

Dessa forma, algumas espécies são:

Stratiformis – str: aparência espelhada horizontalmente;

Di Simon Eugster –– Simon / ?! 08:05, 20 October 2006 (UTC) – Opera propria, CC BY-SA 3.0, Collegamento

lenticularis – len: forma de lente/disco, estacionária no céu;

castellatus – cas: serrilhada em cima (como torres de castelo, que se elevam de uma base em comum);

nuvem castellanus
By Janne Naukkarinen – Janne Naukkarinen, Public Domain, Link
Cirrostratus (Cs)

Primordialmente, esta é semelhante a um véu de nuvens transparente e esbranquiçado.

Assim, ela tem o aspecto fibroso ou liso, cobrindo inteiramente ou parcialmente o céu, dando lugar a fenômenos de halo.

Ela é constituída basicamente por cristais de gelo, com bordas franjados de cirrus, em geral.

Dessa forma, entre as as espécies tem:

nebulosus – neb: enevoado/nebuloso/opaco, sem estrutura;

floccus – flo: flocos/tufos individuais, bases irregulares;

nuvem floccus

Por Lotte Grønkjær from Denmark – Cirrus floccus virgaUploaded by Common Good, CC BY-SA 2.0, Hiperligação

  • Média (nuvens médias):
Altocumulus (Ac)

Para começar, este tipo de nuvem pode surgir com coloração mais esbranquiçada ou cinzenta. 

Assim, elas são formadas por gotículas de água e aparecem no céu com aspecto de grupos de algodão.

Logo quando aparecem, elas indicam trovoadas no fim do dia.

Dessa maneira, entre as as espécies tem:

volutus – vol: alongada em forma de tubo;

nuvem volutus
By Daniela Mirner Eberl – Own work, CC BY-SA 3.0, Link

 

 

  • Inferior (nuvens baixas): Stratocumulus, Stratus e Nimbostratus.
Stratocumulus (Sc)

Assim que surgem, costumam vir acompanhadas de chuvas leves.

Dessa forma, elas são compostas por gotículas de água e têm cor branca e cinza.

Inclusive, o formato dela é arredondado e normalmente aparece em filas.

Stratus (St)

No momento em que surgem, é comum que elas venham acompanhadas de chuviscos.

Assim, elas possuem cor acinzentada mais forte e acaba encobrindo todo o sol.

Ou seja, dá um aspecto de nevoeiro, com uma camada uniforme.

Nimbostratus (Ns)

Logo que aparecem no céu, elas podem ocultar a luz do sol.

Pois é comum que elas estejam acompanhadas de chuvas demoradas e com menor intensidade.

Dessa forma, elas têm grande extensão, possuem um aspecto uniforme e apresentam cor azul-escuro e acinzentada.

  • Desenvolvimento vertical: Cumulonimbus e Cumulus.
Cumulonimbus (Cb)

Aqui temos uma caracterização de uma nuvem com um grande desenvolvimento vertical.

Isto é, tipicamente elas produzem muita chuva.

Principalmente durante os meses mais quentes do ano.

Dessa forma, elas ficam isoladas e possuem ciclo de vida médio de uma hora.

Elas surgem a partir do desenvolvimento de cúmulos, que ganham massa e volume, podendo atingir mais de quinze metros de altura.

Cumulus (Cu)

Uma vez que também tem aspecto de algodão, esta nuvem tem uma forma mais definida e o formato arredondado.

Normalmente, elas ficam isoladas e têm uma variação de cores, podendo ser cinza ou branco.

Assim, elas indicam bom tempo.

Entre os gêneros destes tipos de nuvem, temos:

humilis – hum: próximo ao solo/baixo/pequeno tamanho, pequena extensão vertical (mais larga do que alta);

nuvem humilis

By Toby HudsonOwn work, CC BY-SA 3.0, Link

mediocris – med: tamanho vertical mediano/intermediário;

nuvem mediocris

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

fractus – fra: frações/pedaços, bordas e base esfarrapadas;

By Andrew BasterfieldFlickr, CC BY-SA 2.0, Link

congestus – con: empilhado/amontoado, grande desenvolvimento vertical e contornos bem definidos;

nuvem congestus

By BidgeeOwn work, CC BY-SA 3.0, Link

calvus – cal: topo calvo/liso de nuvens em crescimento vertical;

nuvem calvus

By Ximonic, Simo Räsänen – Own work, GFDL, Link

capillatus – cap: topo cabeludo/com fiapos de nuvens em crescimento vertical; podem aparecer Cirrus perto.

nuvem capillatus

By Grain de sel, CC BY-SA 4.0, Linkki

Apesar dos nomes aparentemente estranhos, os prefixos de nuvens de mesma altura são semelhantes.

Enfim, você percebe que, apesar dos nomes estranhos, os prefixos das nuvens de mesma altura são semelhantes.

Ou seja, as altas, “cirro”; as médias, “alto”; as baixas, “strato” e “nimbo”; e as com desenvolvimento vertical, “cumu”.

O nome Cumulus refere-se a um “monte” de nuvens; Stratus atribui-se a nuvens longas e irregulares, dando ideia de camada; Nimbus refere-se à chuva.

Então, a gente pode concluir que as nuvens com o nome Nimbus apresentam precipitação apreciável.

Por que as nuvens de chuva são escuras e as demais são brancas?

Bom, a gente sabe que é comum que as nuvens escuras estejam carregadas de chuva.

Mas por quê?

Visto que elas carregam mais partículas de água, elas têm mais condições de gerar tempestades.

Apesar disso, é bom ressaltar que nem sempre uma nuvem negra vai necessariamente causar uma tempestade.

Enfim, a base de algumas nuvens é mais escura porque elas são muito espessas e, à medida que atingem determinada altitude, os raios solares não conseguem atingir as partículas de água presentes nela.

Assim, sem luminosidade, adquirem um aspecto mais escuro.

Consequentemente, as nuvens brancas são menos espessas.

 

Para finalizar, o Atlas Internacional de Nuvens é uma publicação da Organização Meteorológica Mundial (OMM), com origem no final do século 19 que já teve várias revisões.

Nele, é possível ver todas as características suplementares e inclusão de novas espécies.

Mas, se quiser saber mais sobre as nuvens, deixa nos comentários.

Futuramente, podemos desbravar os céus de Mato Grosso do Sul.

A gente se vê nas trilhas.

Tchauu!

Aquele Mato

Somos a Lua e o Diogo. Dois sul-mato-grossenses que criaram este espaço pra falar do nosso amor pelo Estado e mergulhar na nossa cultura. Queríamos um lugar não só para os amantes da natureza e das nossas belezas, mas também para quem se interessa pela história e quer ler, pensar e trocar experiências vividas por aqui.

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