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Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do Brasil, concentrando 56% da população da região, tradição que sempre se destaca em relação aos desafios impostos pela urbanização assim como pelos conflitos fundiários.

No Estado, Amambai – 332 km de Campo Grande – ganha o primeiro lugar no pódio, com 7.225 pessoas, 20,8% dos moradores da cidade, que vivem em aldeias no município, segundo o Censo de 2010 do IBGE.

População indígena decresceu e muitos povos foram extintos

Nos tempos de colonização do Brasil, os povos indígenas foram reduzindo-se tanto fisicamente quanto culturalmente.
Desde então, o desafio é sempre o mesmo: a posse dos territórios tradicionais, um dos motivos para o alto índice de pobreza entre os povos e a essência da sua autonomia e sustentabilidade.

Com a modernização das atividades agrárias, trazendo novas máquinas e técnicas, originou-se o que designamos hoje “agronegócio”.
Esse processo trouxe populações do sul do Brasil ligadas à agricultura, especialmente monocultura de soja.

Diante da integração da sociedade, o modo de vida dos indígenas foi transformado, assim como a organização social, religiões e economia, tendo atualmente seus conhecimentos, tecnologias de manejo ambiental, medicina e agricultura dissipados e pouco valorizados sob a visão do agronegócio e de parte da classe política.

Mato Grosso do Sul possui hoje uma população indígena estimada em 63 mil pessoas

Em Mato Grosso do Sul existem 11 povos indígenas assentados: Terena e Kinikinau, ambos da família linguística arawak; Kaiowa e Guarani, da família linguística tupi-guarani; Kadiwéu, de língua guaikurú; Ofaié (também conhecidos como Ofaié-Xavante) e Guató, do tronco macrojê; Chamacoco e Ayoreo de língua zamuco; Atikum e Camba, cada um com uma língua original isolada, que hoje não falam mais.

Indígenas de Mato Grosso do Sul

Depois de uma fase de declínio, nos últimos dez anos, o número da população indígena apresenta novamente crescimento, assim como os problemas, sendo a violência o principal.

Ainda é alto o número de homicídios e suicídios entre os indígenas, violência sempre acompanhada por discursos discriminatórios e racistas que pretendem “justificá-la”.

Apesar dos desafios, as conquistas do povo indígena em Mato Grosso do Sul os levaram a espaços nunca antes pensados.
Nos anos 1990, surgiu aqui a primeira aldeia urbana do Brasil, a Marçal de Souza, e desde então, cada vez mais, cresce a vinda dos indígenas para Campo Grande à procura de emprego e educação.

Atualmente, já existem quase 12 mil indígenas na Capital, de sete etnias diferentes.
Cada povo tem direito a sua memória e a seu futuro. Bom sempre lembrar que dar visibilidade a diferentes culturas não vai contra o desenvolvimento.

Aquele Mato

Somos a Lua e o Diogo. Dois sul-mato-grossenses que criaram este espaço pra falar do nosso amor pelo Estado e mergulhar na nossa cultura. Queríamos um lugar não só para os amantes da natureza e das nossas belezas, mas também para quem se interessa pela história e quer ler, pensar e trocar experiências vividas por aqui.

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Kaiowas

Tradição indígena presente em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do Brasil, concentrando 56% da população da região, tradição que sempre se destaca em relação aos desafios impostos pela urbanização assim como pelos conflitos fundiários.

No Estado, Amambai – 332 km de Campo Grande – ganha o primeiro lugar no pódio, com 7.225 pessoas, 20,8% dos moradores da cidade, que vivem em aldeias no município, segundo o Censo de 2010 do IBGE.

População indígena decresceu e muitos povos foram extintos

Nos tempos de colonização do Brasil, os povos indígenas foram reduzindo-se tanto fisicamente quanto culturalmente.
Desde então, o desafio é sempre o mesmo: a posse dos territórios tradicionais, um dos motivos para o alto índice de pobreza entre os povos e a essência da sua autonomia e sustentabilidade.

Com a modernização das atividades agrárias, trazendo novas máquinas e técnicas, originou-se o que designamos hoje “agronegócio”.
Esse processo trouxe populações do sul do Brasil ligadas à agricultura, especialmente monocultura de soja.

Diante da integração da sociedade, o modo de vida dos indígenas foi transformado, assim como a organização social, religiões e economia, tendo atualmente seus conhecimentos, tecnologias de manejo ambiental, medicina e agricultura dissipados e pouco valorizados sob a visão do agronegócio e de parte da classe política.

Mato Grosso do Sul possui hoje uma população indígena estimada em 63 mil pessoas

Em Mato Grosso do Sul existem 11 povos indígenas assentados: Terena e Kinikinau, ambos da família linguística arawak; Kaiowa e Guarani, da família linguística tupi-guarani; Kadiwéu, de língua guaikurú; Ofaié (também conhecidos como Ofaié-Xavante) e Guató, do tronco macrojê; Chamacoco e Ayoreo de língua zamuco; Atikum e Camba, cada um com uma língua original isolada, que hoje não falam mais.

Indígenas de Mato Grosso do Sul

Depois de uma fase de declínio, nos últimos dez anos, o número da população indígena apresenta novamente crescimento, assim como os problemas, sendo a violência o principal.

Ainda é alto o número de homicídios e suicídios entre os indígenas, violência sempre acompanhada por discursos discriminatórios e racistas que pretendem “justificá-la”.

Apesar dos desafios, as conquistas do povo indígena em Mato Grosso do Sul os levaram a espaços nunca antes pensados.
Nos anos 1990, surgiu aqui a primeira aldeia urbana do Brasil, a Marçal de Souza, e desde então, cada vez mais, cresce a vinda dos indígenas para Campo Grande à procura de emprego e educação.

Atualmente, já existem quase 12 mil indígenas na Capital, de sete etnias diferentes.
Cada povo tem direito a sua memória e a seu futuro. Bom sempre lembrar que dar visibilidade a diferentes culturas não vai contra o desenvolvimento.

Aquele Mato

Somos a Lua e o Diogo. Dois sul-mato-grossenses que criaram este espaço pra falar do nosso amor pelo Estado e mergulhar na nossa cultura. Queríamos um lugar não só para os amantes da natureza e das nossas belezas, mas também para quem se interessa pela história e quer ler, pensar e trocar experiências vividas por aqui.

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