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O papo hoje, Mateiro, é sobre os indígenas que fazem acontecer por aqui!

De acordo com o censo de 2012, Mato Grosso do Sul é o segundo estado brasileiro em número de habitantes indígenas.

Então, eu já imagino muita coisa boa que tem pra sair!

Eles usam a arte, a moda, a música e o audiovisual como instrumento de luta e transformação.

Então, separamos alguns nomes pra ficar de olho!

Indígena na moda

Pra começar, vamos de indígena que arrasa na moda.

Nesse contexto, o destaque é a estilista Beni Kadiwéu, da aldeia Alves de Barros, localizada em Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul.

Por lá, ela é chamada por Examelexe.

Isso porque é o nome de uma cantoria em homenagem aos índios cavaleiros Ejiwajegi que lutaram na Guerra do Paraguai.

Por meio da vestimenta, ela usa o etnodesign para mostrar a cultura Kadiwéu, desde 2009.

Dessa forma, suas coleções buscam revelar detalhes, grafismos e cores, que se referem aos rituais e festividades de seu povo.

Além de ativista pelos direitos dos povos indígenas, ela é propagadora da arte Kadiwéu.

Principalmente da cerâmica, que é a principal fonte de renda das mulheres de sua etnia. 

Beni Vergilio

Indígena no cinema

Antes de mais nada: tem indígena se destacando no audiovisual!

Gilmar Galache, Terena de Mato Grosso do Sul, possui graduação em Design (UCDB/2008), mestrado em Desenvolvimento Sustentável, pelo Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS/UNB 2017), e especialização em Cinema na Escuela de Cine y Arte de La Paz (ECA/Bolívia).

Além disso, ele é idealizador da Associação Cultural de Realizadores Indígenas (Ascuri), em MS, um coletivo indígena (Guarani, Kaiowá e Terena) formado em 2008 que busca alternativas para fortalecimento do jeito de ser indígena e garantia dos territórios utilizando como ferramenta as novas mídias.

Ali, ele atua como videomaker, montador, fotógrafo e coordena as estratégias de atuação do coletivo. 

Há mais de 10 anos produzindo material audiovisual, durante a pandemia, o grupo se reinventou com a Websérie “Nativas Narrativas“, que se tornou uma série especial para a TVE.

Além disso, ele dirigiu curtas-metragens como Panambizinho – O Fogo que Nunca Apaga, 12’. (2014).

Indígenas na música

Bem como em outras áreas, os indígenas representam muito bem a cultura local na música.

Por exemplo, com o Brô MC’s, grupo formado por quatro indígenas das aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados, a 225 km de Campo Grande. 

Eles são um grupo de rap que se diferencia pelo uso da língua nativa nas suas músicas.

Sendo o único grupo do gênero que canta em guarani.

A música deles é utilizada como forma de expressão, com letras sobre a luta pela terra, a identidade indígena, os problemas com o consumo drogas e álcool e os altos índices de suicídio das aldeias. 

Além disso, a mescla de um ritmo não indígena com o guarani mostra que a língua não só se mantém preservada como está bem viva.

Segundo os integrantes, os jovens da aldeia se espelham neles.

Brô MC's - Koangagua

Crianças indígenas na música

Tal qual os adultos, as crianças indígenas também se interessam pela arte da música.

Desde 2015, os pequenos músicos se reúnem para desenvolver a Orquestra Infantil Indígena de Campo Grande, na Aldeia Indígena Urbana Darci Ribeiro do Jardim Noroeste, em Campo Grande/MS.

Este é uma parceria do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, a Fundação Ueze Zahran e o Comitê Intertribal – Memória e Ciência Indígena – ITC.  

Assim, o projeto proporciona a inserção social de crianças e adolescentes indígenas por meio da música, propiciando conhecimentos teóricos e práticos.

Dessa forma, eles realizam apresentações culturais na cidade, com o envolvimento da comunidade local, resgatando a autoestima dos participantes e democratizando a cultura.

O projeto já atendeu a 500 alunos indígenas que residem na aldeia, com faixa etária de 7 a 16 anos de idade.

Muuuito legal, né?! Vários artistas representando MS.

Você já conhecia ou conhece mais alguém pra indicar pra gente?

É só escrever nos comentários e seguir a gente nas redes sociais @AqueleMato.

A gente se vê!

Tchaau.

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