Vermicompostagem para transformar cigarro em adubo
aquelemato
08 de outubro de 20194 min de leitura0 visualizações
A vermicompostagem é uma maneira incrível, fácil e rápida de transformar resíduos orgânicos em pouco tempo, e resultando em um composto de melhor qualidade.
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Nada de jogar bitucas no chão. É hora de usar a vermiscompostagem e dar a destinação ambientalmente correta, transformando cigarro em adubo.
Esse o processo transforma resíduos orgânicos em composto de alta qualidade, utilizando minhocas.
A ideia é interessante e pode ser feita em pouco tempo, tanto em casa quanto em grande escala.
O que é vermicompostagem?
A vermicompostagem é uma maneira incrível, fácil e rápida de transformar resíduos orgânicos em pouco tempo, pela utilização de minhocas.
Há tempos, a minhocultura vem desempenhando um importante papel para todo o setor agrícola e já é do conhecimento de todos a importância das minhocas para a fertilização e recuperação dos solos.
E, na técnica da vermicompostagem, a minhoca é utilizada para degradar a matéria orgânica presente no resíduo, em um processo muito mais rápido que a compostagem tradicional, pois elas aceleram a decomposição da matéria orgânica.
Assim, as minhocas conseguem ingerir terra e matéria orgânica equivalente ao seu próprio peso e digerem e expelem até 60% do que comeu sob forma de húmus, um rico fertilizante que facilita a decomposição por micro-organismos decompositores.
Inclusive, o húmus possui inúmeros minerais que são absorvidos pelas plantas.
Em outras palavras, ele tem pH neutro, que permite que o adubo seja colocado diretamente sobre raízes das plantas sem causar danos a elas, como queimaduras.
Além disso, o húmus promove o desenvolvimento de uma grande população de micro-organismos.
Por isso, a vermicompostagem resulta em um composto de melhor qualidade do que o formado na compostagem tradicional.
Como fazer vermicompostagem
Para fazer a vermicompostagem são necessários apenas três componentes: o vermicompostor, minhocas e os resíduos orgânicos, no caso aqui, as bitucas de cigarro.
Em princípio, o vermicompostor pode ser construído tendo por base uma caixa de madeira com tampa.
Para melhor drenagem e ventilação, é ideal que a caixa tenha alguns orifícios no fundo e nas paredes laterais. Assim como uma tampa, para manter a umidade e evitar a proliferação de insetos.
Nesse sentido, as minhocas vermelhas (pertencentes às espécies Eisenia foetida ou Lumbricus rubellus) são as mais adequadas para fazer a vermicompostagem.
Essas minhocas crescem e se reproduzem facilmente em espaços pequenos.
Pra finalizar, a preocupação com o meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável aumenta a procura pela vermicompostagem.
As vantagens são:
Não é agressivo para o meio ambiente;
Não contamina solo e água, como os fertilizantes químicos;
Enriquece o solo com nutrientes;
É uma grande fonte de nutrientes para as plantas;
Controle da toxicidade do solo, corrigindo excessos de alumínio, ferro e manganês;
Aumento da resistência das plantas a pragas e doenças;
Maior absorção dos nutrientes pelas raízes das plantas;
Favorece a entrada de ar e circulação de água no solo;
Melhora a estrutura do solo;
Propicia produção de alimentos mais saudáveis;
Produção de adubo de alta qualidade.
Em Mato Grosso do Sul, já há um projeto para a construção de um espaço destinado à vermicompostagem, visando transformar cigarros apreendidos pela Receita Federal em material biológico.
Nesse ínterim, a busca pela vermicompostagem é uma alternativa ao processo existente de incineração, que causa sérios danos à saúde dos servidores e impactos significativos ao ecossistema.
A execução desse projeto é uma parceria entre UEMS e Receita Federal e é um marco no processo de destinação ambientalmente segura desse material.
Bem legal, né? Ponto para todos os envolvidos e sorte a nossa, cidadãos sul-mato-grossenses.
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