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Lendas de Mato Grosso do Sul enriquecem a cultura popular

Baseadas em boatos e contadas como verdade, as Lendas urbanas de Mato Grosso do Sul ainda persistem na imaginação do povo da região e enriquecem a nossa cultura popular.

Oláá, Mateiro! Com certeza, você já ouviu falar de algumas Lendas de Mato Grosso do Sul.

Baseadas em boatos e contadas como verdade, as lendas de Mato Grosso do Sul persistem na imaginação do povo da região e enriquecem a nossa cultura popular.

Bora falar um pouco desse universo!

Vem com a gente.

Vamos conhecer as lendas de Mato Grosso do Sul

Fuça-Fuça

Pra começar, uma lenda de Mato Grosso do Sul aquática.

Pois é, o Fuça-fuça passa o tempo na parte rasa do rio e tem a face semelhante a de um porco.

Será?

Dono dos Porcos

Este mito é de uma entidade encantada que vive para proteger os animais.

Claramente, ele está pronto para castigar aqueles que os matam sem necessidade.

Anta Sobrenatural

Por suas características sobrenaturais, este animal intercala seus atributos.

Assim, ele fica entre causar o desaparecimento de pessoas e assumir uma atitude protetora.

No fim, ele ajuda o homem na realização de tarefas difíceis.

Bruxa da Sapolândia

Primeiramente, esta lenda está bem próxima do campo-grandende.

Pois ela era moradora de uma velha casa de madeira localizada na região do bairro Taquarussu, na capital.

Assim, a Bruxa da Sapolândia ganhou esse apelido dos próprios moradores.

Inclusive porque ela não era de muitos amigos.

Quando as crianças aprontavam, os pais as assustavam em seu nome: “A bruxa vai te pegar!”.

Porém, para surpresa geral, uma denúncia anônima revelou em seu quintal corpos de crianças desaparecidas.

Segundo a lenda, ela matava as crianças.

Posteriormente, ela usava o sangue para rituais de magia negra.

Depois, a lenda até se tornou livro.

Similarmente, a obra foi intitulada “A Bruxa da Sapolândia”, do escritor campo-grandense André Alvez.

Mãozão / Pai do Mato

Primeiramente, o Pai do Mato ou Mãozão vive nas matas defendendo os bichos contra as pessoas.

Assim, ele tem estatura mediana de um homem comum.

Porém, seu corpo é coberto de pelos e suas mãos são semelhantes a dos macacos.

Segundo aa história das lendas de Mato Grosso do Sul, uma pessoa enlouquece ao ser tocada na cabeça pelo Pai do Mato.

Mas, apesar do nome Mãozão, suas mãos não são grandes.

Logo, o Pai do Mato anda com grupos de caititus (porco-do-mato) e usa o maior deles para montar.

Come-Língua

Inegavelmente, essa é uma história que coloca medo nos moradores da região do Bolsão.

Pois o Come-Língua é um lendário ser nascido em Goiás e que ganhou o nome de menino-bicho aqui em MS.

Dessa forma, ele era um menino mentiroso cuja mãe o rogou uma praga.

Tempos depois, ele foi encontrado morto e sem língua.

Conforme a lenda, o garoto atormenta os animais.

Depois, esses animais acabam sendo mortos e tendo suas línguas arrancadas.

Negro D’água

Ainda no Bolsão.

Primordialmente, o Negro D’Água se manifesta com suas gargalhadas e pés e mãos de pato.

Dessa forma, ele é o pesadelo dos pescadores que se negarem a dar um peixe a ele.

Pois ele vira as embarcações desses trabalhadores.

Pé de Garrafa

Um dos mais conhecidos no estado, o Pé de Garrafa é um “bicho-homem”.

Isso porque ele tem um dos pés em formato de fundo de garrafa.0

Por causa dessa característica, ele se move pulando e acaba deixando um rastro com a marca da garrafa.

Ele assovia fortemente e consegue hipnotizar quem o encarar.

Inclusive, atenção, se fizer uma vítima, ela é levada para sua caverna, onde ele a devora.

João de Barro

O pequeno e querido pássaro que constrói sua casa em todos os cantos do estado pode se tornar um poço de rancor também.

Pois caso ele saiba da traição da companheira, ele a tranca na casinha e a deixa por lá para sempre.

Mulher Pantaneira

A famosa Mulher de Branco tem uma identidade local.

Mas continua seduzindo com sua beleza em estradas

Ou seja, elas faz com que o motorista perca o controle e desapareça sem deixar rastros.

Se a Mulher Pantaneira estiver de bom humor, a lenda revela que ela os leva até uma mansão.

Lá, eles acordam nus e enrolados em espinhos.

Porém, no lugar onde antes havia a casa, não há mais nada atualmente.

Minhocão

Uma espécie de serpente longa e cabeçuda que vive sob o barro das barrancas do rio e deixa marcas em forma da sua imensa cabeça.

Antes de mais nada, atenção às noites de lua cheia.

Pois o Minhocão fica próximo a pontes ou casas de palafitas e, por meio das sombras dos pescadores, consegue sugar seu sangue.

Então, melhor não deixá-lo zangado.

Pois ele serpenteia no rio para derrubar as embarcações e devorar os pescadores.

Carolina

Mais conhecida no interior de Mato Grosso do Sul, Carolina tem o dom de revelar segredos e prever o futuro.

O espírito da moça pode ser invocado no banheiro, sozinho, com as luzes apagadas e a torneira aberta.

Ao olhar fixamente para o espelho e repetir seu nome 3 vezes, ela aparece e responde as perguntas.

Ao jogar água no espelho, Carolina desaparece.

Sinhozinho

Um frei que pregava ensinamentos religiosos na região de Bonito.

Mudo, ele peregrinava pelos arredores, benzia, construía cruzes de madeira e as fincava por onde passava.

Em torno dele existem vários causos.

Mas a mais famosa lenda dele diz que ele teria prendido, em um grande buraco de um dos morros da cidade, uma cobra gigante, selando com uma de suas cruzes.

Caso as pessoas não cuidem bem da natureza, a cobra sairá e poderá devorar os moradores da cidade.

A Dama do Castelinho

O castelinho é um prédio histórico da região fronteiriça, localizado na cidade de Ponta Porã, Mato Grosso do sul.

Ele foi construído na década de 1920.

Inicialmente, ele visava a abrigar o governo do novo território.

Logo, ficou conhecido como Castelinho.

No fim da década de 1950, o local passou a ser utilizado como cadeia e um assassinato marcou a região para sempre.

A mulher que trabalhava fazendo as refeições dos funcionários matou seu marido a facadas.

Assim, esse acontecimento trágico mudou a vida local.

Ela foi levada ao Castelinho e foi a primeira mulher a ser presa lá.

Dessa forma, ela passava horas olhando pelas grades da janela sem falar, apenas soltando um grito assustador de tempos em tempos.

Alguns moradores acreditam até hoje que a mulher habita o Castelinho.

Inclusive, que quem passa em frente desta estrutura no fim de tarde pode escutar os lamentos e ver o vulto da mulher, observando o horizonte pela grade da janela.

Em cárcere, ela aparecia de vez em quando na janela.

Mas se mantinha sem esboçar uma palavra.

Em certo momento do dia, apenas podiam ser ouvidos seu grito e choro.

Diz a lenda que a “Dama” ainda habita o castelinho até hoje.

Inclusive, é possível escutar os seus lamentos e ver seu vulto depois do entardecer.

700 LUAS

A Serra da Bodoquena foi palco de uma história de amor.

Cacai era uma jovem indígena terena que pertencia a uma tribo localizada perto da Gruta do Lago Azul.

Logo, o cacique da tribo a convidou para dividir com ele o pacto das 700 luas, que se trata do tempo que vão se conhecer para decidirem ficar juntos ou não.

Inclusive, essa foi a decisão mais importante na vida de um terena.

Pois eles acreditavam na existência de uma alma imortal, sendo esse seu parceiro para sempre.

Porém, contra as expectativas, Cacai se apaixonou por um guerreiro estrangeiro.

Então, ela quis desfazer o pacto com o cacique, que não aceitou a rejeição e exigiu o compromisso, contrariando a sagrada tradição.

Ao quebrar juramento, a pessoa teria o seu coração transpassado por uma flecha terena.

Inegavelmente, Cacai sabia disso.

Mas sabia também que devia obediência ao valor supremo do amor.

Então eles fugiram numa canoa, descendo o Rio Formoso.

O cacique fez cumprir-se a maldição e o sangue de Cacai e do seu amado foram tornando a água do Formoso cada vez mais limpa e a última gota foi derramada.

Todo o rio e até seus afluentes estavam com a água cristalina e transparente, como fora o coração de Cacai.

Segundo a lenda, em dias que a água sombria do lago está mais azul é porque Cacai lá está.

Nesses dias é possível ouvir os sussurros de amor de Cacai e do seu amado imortal.

Ao mesmo tempo em que as histórias são de arrepiar, são incrível, não é mesmo?

Principalmente se você gosta desse assunto.

Agora fala aí!

Conhecia todas elas ou se lembra de mais alguma?

Divide com a gente mais lendas que você se lembre!


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2 respostas em “Lendas de Mato Grosso do Sul enriquecem a cultura popular”

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