Do curral à mesa: queijo de Nicola é tesouro de MS
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Do curral à mesa: queijo de Nicola é tesouro de MS

12 de abril de 2026 📖 3 min de leitura 👁 1 visualizações

Símbolo da gastronomia de raiz em Mato Grosso do Sul, o queijo de Nicola une tradição secular e potencial turístico; conheça a rota que leva você direto aos pequenos produtores de Nioaque e Jardim

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Se Mato Grosso do Sul tivesse um sabor oficial de boas-vindas, ele certamente teria o toque do Queijo de Nicola. 

Muito mais do que um ingrediente para o nossa sopa paraguaia ou para petiscar, esse queijo é um patrimônio vivo que sobreviveu ao tempo e hoje se torna o protagonista de uma nova tendência: o turismo gastronômico de raiz.

Ele é uma iguaria artesanal típica do Pantanal, em Mato Grosso do Sul, com origem histórica na região da Nhecolândia.

Feito com leite cru de gado solto, possui casca firme, interior cremoso, sabor que lembra provolone e textura de muçarela derretida, sendo um patrimônio gastronômico da cultura local.

Ou seja, ele não é apenas “queijo caipira”; ele tem técnica, tempo de cura e uma história que começa no curral logo ao amanhecer.

O que torna o Queijo de Nicola único?

Diferente dos queijos industriais, o Nicola é produzido com leite cru e possui uma textura que equilibra a firmeza por fora com uma maciez característica por dentro.

  • A identidade: o nome faz referência à região do Pantanal, uma homenagem ao distrito de Nhecolândia, e hoje é um selo de qualidade da região.
  • O diferencial: o “terroir” sul-mato-grossense, ou seja, o tipo de pasto, o clima e a água da nossa região conferem a ele um sabor levemente ácido e amanteigado que você não encontra em nenhum outro lugar do mundo.

A rota do sabor vai de Nioaque a Jardim

Para o verdadeiro mateiro, a melhor forma de consumir o Nicola é indo até a fonte. 

A viagem pelas rodovias que ligam Nioaque a Jardim e Porto Murtinho é pontuada por pequenas propriedades rurais onde o turista pode ver a produção e entender o processo de moldagem manual.

Além, claro, de degustar na hora, comer o queijo acompanhado de um café coado e do famoso doce de leite, criando o equilíbrio perfeito entre o salgado e o doce.

Dessa forma, você apoia o local e fortalece a economia das famílias que mantêm viva a receita das nossas avós.

O turismo gastronômico está ajudando a garantir que os jovens dessas propriedades vejam valor no campo, transformando a tradição em um negócio sustentável e motivo de orgulho.

Doce de leite e mel são os acompanhantes ideais

Nessa rota, o Queijo de Nicola nunca está sozinho. Os produtores da região também se destacam pelo doce de leite apurado lentamente no tacho de cobre e pelo mel silvestre do Cerrado. É o “combo” perfeito para levar na mala e carregar um pedaço do mato para casa.

Atenção, produtor e guia!

Você produz o autêntico Queijo de Nicola ou leva grupos para conhecer essas delícias na região de Nioaque e Jardim?

  • O Aquele Mato quer te encontrar: o turista moderno busca a história por trás do alimento e esse pode ser o seu diferencial

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Colaborador · AqueleMato