Com 63 unidades e apoio do Sistema Famasul, MS se consolida como líder em Pagamento por Serviços Ambientais no Pantanal
Quando pensamos em preservação ambiental em Mato Grosso do Sul, a primeira imagem que vem à mente são os parques nacionais ou estaduais.
Mas há uma força silenciosa e poderosa crescendo dentro das propriedades privadas: as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
Em um movimento sem precedentes, o estado atingiu neste início de 2026 a marca histórica de mais de 153 mil hectares protegidos por essas reservas particulares.
Dessa forma, são 63 unidades espalhadas por 27 municípios, o que equivale a uma área maior que a cidade de Campo Grande dedicada exclusivamente à natureza, por vontade dos próprios donos da terra.
O “lucro” da preservação e a nova chamada do PSA Pantanal
Muitas RPPNs em Mato Grosso do Sul estão provando que o mato em pé gera mais lucro e sustentabilidade do que a pastagem degradada.
É o chamado “lucro cênico”, que agora ganha um reforço financeiro de peso com o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) do Pantanal.
A grande novidade de 2026 é que o Governo de Mato Grosso do Sul publicou a segunda chamada do PSA do Pantanal. Este subprograma, intitulado “Conservação e Valorização da Biodiversidade”, é uma iniciativa pioneira que remunera produtores rurais pela conservação de vegetação nativa além do mínimo exigido por lei.
- O recurso: nesta etapa, está prevista a destinação de até R$ 30 milhões por meio do Fundo Clima Pantanal, administrado pela Funar MS.
Um modelo de convivência harmoniosa
O PSA do Pantanal não é apenas um programa de fomento, mas o reconhecimento de uma história de convivência entre produção e natureza.
Na primeira chamada do programa, mais de 70 propriedades foram contempladas, somando cerca de 112 mil hectares preservados e um total de R$ 3 milhões pagos diretamente aos produtores.
O presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, destacou a importância estratégica dessa união. “Os produtores rurais do bioma têm um histórico de convivência harmoniosa com o ambiente.
Programas como o PSA ajudam a valorizar esse trabalho e incentivam a conservação aliada à produção”, afirmou.
Dessa forma, as RPPNs e o PSA estão criando um novo modelo de negócio sustentável em MS, onde o proprietário rural não apenas deixa de pagar ITR (Imposto Territorial Rural) sobre a área da reserva, mas recebe dinheiro vivo do estado por “produzir” água limpa, ar puro e biodiversidade.
Quer transformar sua fazenda em um santuário e receber por isso?
Aproveite o momento histórico e as inscrições abertas até 6 de abril!
- Como criar uma RPPN: o processo é gratuito junto ao Imasul ou ICMBio.
- Como receber pelo PSA: procure o Imasul ou a Funar MS para submeter sua propriedade à análise e receber pelos seus serviços ambientais nativos excedentes.
- Guia Aquele Mato: Se você já tem uma RPPN ou está criando uma, indique um guia para o nosso portal. Queremos te ajudar a divulgar seu trabalho de conservação ou seu roteiro turístico.

