Estado atinge marca histórica de 150 mil hectares protegidos por RPPNs; governo abre R$ 30 milhões para quem preserva
Fauna & Flora

Estado atinge marca histórica de 150 mil hectares protegidos por RPPNs; governo abre R$ 30 milhões para quem preserva

14 de abril de 2026 📖 3 min de leitura 👁 13 visualizações

Com 63 unidades e apoio do Sistema Famasul, MS se consolida como líder em Pagamento por Serviços Ambientais no Pantanal

Publicidade

Quando pensamos em preservação ambiental em Mato Grosso do Sul, a primeira imagem que vem à mente são os parques nacionais ou estaduais. 

Mas há uma força silenciosa e poderosa crescendo dentro das propriedades privadas: as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

Em um movimento sem precedentes, o estado atingiu neste início de 2026 a marca histórica de mais de 153 mil hectares protegidos por essas reservas particulares. 

Dessa forma, são 63 unidades espalhadas por 27 municípios, o que equivale a uma área maior que a cidade de Campo Grande dedicada exclusivamente à natureza, por vontade dos próprios donos da terra.

O “lucro” da preservação e a nova chamada do PSA Pantanal

Muitas RPPNs em Mato Grosso do Sul estão provando que o mato em pé gera mais lucro e sustentabilidade do que a pastagem degradada. 

Publicidade

É o chamado “lucro cênico”, que agora ganha um reforço financeiro de peso com o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) do Pantanal.

A grande novidade de 2026 é que o Governo de Mato Grosso do Sul publicou a segunda chamada do PSA do Pantanal. Este subprograma, intitulado “Conservação e Valorização da Biodiversidade”, é uma iniciativa pioneira que remunera produtores rurais pela conservação de vegetação nativa além do mínimo exigido por lei.

  • O recurso: nesta etapa, está prevista a destinação de até R$ 30 milhões por meio do Fundo Clima Pantanal, administrado pela Funar MS.

Um modelo de convivência harmoniosa

O PSA do Pantanal não é apenas um programa de fomento, mas o reconhecimento de uma história de convivência entre produção e natureza. 

Na primeira chamada do programa, mais de 70 propriedades foram contempladas, somando cerca de 112 mil hectares preservados e um total de R$ 3 milhões pagos diretamente aos produtores.

O presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, destacou a importância estratégica dessa união. “Os produtores rurais do bioma têm um histórico de convivência harmoniosa com o ambiente. 

Programas como o PSA ajudam a valorizar esse trabalho e incentivam a conservação aliada à produção”, afirmou.

Dessa forma, as RPPNs e o PSA estão criando um novo modelo de negócio sustentável em MS, onde o proprietário rural não apenas deixa de pagar ITR (Imposto Territorial Rural) sobre a área da reserva, mas recebe dinheiro vivo do estado por “produzir” água limpa, ar puro e biodiversidade.

Quer transformar sua fazenda em um santuário e receber por isso?

Aproveite o momento histórico e as inscrições abertas até 6 de abril!

  • Como criar uma RPPN: o processo é gratuito junto ao Imasul ou ICMBio.
  • Como receber pelo PSA: procure o Imasul ou a Funar MS para submeter sua propriedade à análise e receber pelos seus serviços ambientais nativos excedentes.
  • Guia Aquele Mato: Se você já tem uma RPPN ou está criando uma, indique um guia para o nosso portal. Queremos te ajudar a divulgar seu trabalho de conservação ou seu roteiro turístico.

aquelemato
Colaborador · AqueleMato
Publicidade