Avenida Mato Grosso é interditada para a retirada de duas árvores históricas após laudo técnico apontar risco de queda; medida prioriza a segurança de motoristas e pedestres
O cenário de uma das avenidas mais tradicionais de Campo Grande mudou drasticamente nesta segunda-feira.
Isso porque a prefeitura deu início à remoção de duas figueiras centenárias localizadas na Avenida Mato Grosso, motivo pelo qual foi interditada a quadra da avenida entre as ruas 14 de Julho e 13 de Maio.
Dessa forma, a operação foi motivada por uma avaliação técnica que identificou danos estruturais irreversíveis nas árvores, colocando em risco quem circula pela região.
Avaliação técnica e risco de queda
Em primeiro lugar, é importante entender que a decisão não foi tomada por estética, mas por necessidade.
Ou seja, biólogos e engenheiros agrônomos detectaram o apodrecimento interno dos troncos e das raízes das gigantes.
Portanto, com o histórico de ventos fortes na Capital, a manutenção das árvores tornou-se inviável.
Assim, a remoção controlada evita incidentes graves, como a queda sobre veículos ou sobre a rede elétrica, algo que poderia causar transtornos muito maiores à população.
Interdição e logística na avenida Mato Grosso
Nesse contexto, a operação exigiu a interdição total de um trecho da via para o posicionamento de guindastes e caminhões.
Inclusive, equipes da Agetran foram deslocadas para orientar o trânsito e minimizar os impactos no fluxo de veículos, que é intenso naquela área.
De acordo com as informações oficiais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), foi levado em consideração:
- Saúde das árvores: presença de fungos e comprometimento da base de sustentação;
- Segurança: o bloqueio da via ocorreu entre as ruas Rui Barbosa e Pedro Celestino;
- Reposição ambiental: existe a previsão de plantio de novas espécies adequadas ao passeio público para compensar a perda do verde.
Preservação do patrimônio arbóreo
Claro que a retirada dessas árvores gera uma sensação de perda para a identidade visual da cidade.
Por outro lado, o manejo responsável é fundamental para que Campo Grande continue sendo reconhecida como uma das cidades mais arborizadas do mundo, mantendo a segurança como prioridade.
Pra finalizar, a gente reforça a importância do monitoramento constante do nosso patrimônio vivo.
Até porque as figueiras fazem parte da história, mas a vida e a segurança dos campo-grandenses vêm sempre em primeiro lugar.

