Polícia Federal e Ibama aplicam multas milionárias e miram crimes ambientais em Anastácio, Aquidauana, Corumbá e Ladário
A calmaria temporária no Pantanal não engana as autoridades.
Recentemente, a região tem vivido uma intensificação nas fiscalizações, uma resposta direta às falhas do governo federal em mitigar e combater os prejuízos dos incêndios florestais no passado.
Então, o Tribunal de Contas da União (TCU) reconheceu que a União não atende a requisitos essenciais de defesa civil desde 2024, ano crítico para o bioma.
De fato, a movimentação é visível.
Além disso, o Ibama e a Polícia Federal (PF) têm atuado com rigor, mesmo fora do período de registro de incêndios, gerando inquéritos criminais, operações e autuações administrativas que já ultrapassam os R$ 4,7 milhões.
2026 começa com aumento de autuações
Já nos primeiros quatro meses deste ano, fiscais do Ibama registraram sete autuações ambientais.
Entre eles estão empresas de turismo, empresários locais e até comércio de importação e exportação ligado ao mercado chinês foram atingidos.
Portanto, a mensagem é clara: o monitoramento precisa ser constante.
Por isso, o Ibama montou uma estrutura em Corumbá para vistoriar regiões remotas e agilizar o atendimento a denúncias, utilizando análises de satélites para detectar irregularidades.
PF em ação contra crimes ambientais
Nesse contexto, a Polícia Federal confirmou uma operação em Corumbá ligada ao uso de incêndio criminoso para a construção de um embarcadouro de gado em área de preservação ambiental na APA Baía Negra, em Ladário.
De acordo com os relatórios e investigações em andamento, os destaques da Fiscalização Federal são:
- DNIT na mira: multado em R$ 1.841.500,00 por irregularidades na BR-262, que podem ter causado a morte de mais de 3 mil animais na região de Anastácio.
- Espécies exóticas: um cidadão chinês legalizado foi multado em R$ 4,4 mil por introduzir espécies exóticas no Pantanal, em Corumbá.
- Apreensões: documentos e celulares foram apreendidos na operação da PF, buscando identificar outros envolvidos em crimes na APA Baía Negra.
Integração para o Pantanal sem incêndios
Dessa forma, a pressão fiscalizatória reflete um esforço para corrigir rumos e proteger o bioma.
Por outro lado, paralelo à repressão, foi lançada a campanha Pantanal sem Incêndios, uma parceria entre os governos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com execução do governo federal.