Tal mãe, tal filho: Ipepo caça jacaré gigante no Pantanal e herança de Ibaca aparece em cada movimento
Pantanal

Tal mãe, tal filho: Ipepo caça jacaré gigante no Pantanal e herança de Ibaca aparece em cada movimento

12 de junho de 2026 4 min de leitura 0 visualizações

A onça Ipepo atravessou um rio, armou emboscada e abateu um jacaré gigante no Pantanal. A estratégia? Pura herança da mãe Ibaca, rainha do Pantanal.

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Conheça Ibaca. A fêmea de onça-pintada que virou referência entre guias, fotógrafos e pesquisadores da região, não só pela presença imponente, mas pela forma como caça, se move e ensina. Pois bem: o filho está à altura da mãe.

A onça-pintada Ipepo protagonizou uma das cenas mais impressionantes já registradas no Pantanal. Imagens capturadas pelo biólogo e fotógrafo Gustavo Gaspari mostram o felino executando uma estratégia de caça sofisticada para capturar um jacaré de grande porte após atravessar um rio. Paciência, cálculo, precisão — traços que quem já conhece Ibaca, sua mãe, vai reconhecer imediatamente.

A caçada que parou o Pantanal

Tudo começou quando a equipe de Gaspari percebeu o olhar fixado o olhar de Ibaca em um jacaré gigante do outro lado do rio. A onça analisou os movimentos da presa e logo agiu.

Ao encontrar o momento certo, Ibaca saiu correndo até se aproximar sem ser percebida. Depois deu o bote e iniciou uma intensa luta com o jacaré dentro da água. Em seguida, conseguiu dominar o animal e o arrastou para fora do rio.

Ao compartilhar as imagens, Gaspari destacou a raridade do registro e a importância de respeitar a natureza: “Respeite a natureza sempre e receba em troca cenas como essa.”

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O vídeo viralizou nas redes sociais em poucas horas e não é difícil entender por quê. Presenciar uma caçada completa de onça-pintada a um jacaré gigante é um evento incomum mesmo para especialistas que acompanham a vida selvagem no Pantanal há anos.

O mais incrível é ver o filho dela, Ipepo, dois anos depois mostrando tudo que aprendeu com a rainha.

É de fazer o tempo parar!

E por falar em olhar que para o tempo…

Há outro encontro que não dá para deixar passar. Courtney — uma fêmea de onça-pintada que habita o Corixo do Caxiri, no Parque Estadual Encontro das Águas — entrou na água e olhou diretamente para a câmera.

O vídeo tem trilha sonora perfeita: Can’t Take My Eyes Off of You. E é impossível discordar.

Olho no olho com a rainha. Um daqueles encontros que fazem o tempo parar — e que o também está no perfil do fotógrafo

Ibaca, Ipepo, Courtney. Três onças, três histórias — e todas acontecendo no mesmo Pantanal que você pode visitar.

Por que isso importa além do espetáculo

A onça-pintada é o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo, atrás apenas do tigre e do leão. Com a maior população da espécie concentrada no Brasil, a presença de onças como Ibaca, Ipepo e Courtney é um indicativo direto da saúde das florestas e várzeas onde vivem.

A onça-pintada é capaz de atravessar o crânio das presas com uma única mordida — e o jacaré-do-pantanal, sua presa neste registro, pode ultrapassar os seis metros e conta com um dos ataques mais letais do ecossistema. Ver uma onça dominar um réptil desse porte não é só espetáculo: é a demonstração de que o equilíbrio ainda existe aqui.

O Pantanal abriga a maior concentração de onças-pintadas do mundo — estimativas apontam para mais de 4.000 indivíduos na planície. O Corixo do Caxiri, no Parque Estadual Encontro das Águas, entre Poconé e Barão de Melgaço, é um dos pontos mais frequentados por onças na região — e uma das poucas áreas do mundo onde encontros como esses ainda são possíveis.

O que Gustavo Gaspari registrou esta semana não é ficção e não é zoológico. É o Pantanal funcionando como deveria.

Se você quer entender esse ecossistema de perto, encontre o destino certo!

aquelemato
Colaborador · AqueleMato
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