Mulheres pantaneiras transformam mel de abelhas nativas em fonte de renda
Conservação & Meio Ambiente

Mulheres pantaneiras transformam mel de abelhas nativas em fonte de renda

05 de maio de 2026 📖 2 min de leitura 👁 1 visualizações

Conheça o projeto que capacita mulheres na criação de abelhas sem ferrão, fortalecendo a economia local e garantindo a polinização da flora pantaneira de MS

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No coração de Mato Grosso do Sul, uma nova revolução silenciosa e dourada está ganhando força. 

Isso porque a meliponicultura — a criação de abelhas sem ferrão — deixou de ser apenas uma curiosidade biológica para se tornar um pilar econômico no Assentamento Tupã Baé, localizado na zona rural de Miranda.

Nesse contexto, 20 mulheres da comunidade decidiram apostar nas abelhas nativas como uma alternativa real de geração de renda e preservação do bioma. 

Assim, o trabalho das mulheres pantaneiras destaca-se pela delicadeza e precisão. Diferente da apicultura tradicional, as abelhas nativas não possuem ferrão, o que permite o manejo próximo às casas e por toda a família. 

Inclusive, essa atividade se tornou um pilar de resistência para as famílias que buscam manter o equilíbrio com a natureza após os desafios climáticos enfrentados pelo bioma nos últimos anos.

Divulgação das mulheres assentadas

Mel das abelhas nativas é produto “premium”

Com certeza, o mel das abelhas nativas tem um grande valor agregado no mercado gastronômico e medicinal. 

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Isso porque ele tem vantagens como:

  • Baixo impacto e alta eficácia: as abelhas nativas são as principais polinizadoras da flora pantaneira. Criá-las é garantir que o mato continue se renovando.
  • Agregação de valor: o mel de abelha sem ferrão possui propriedades únicas, sabores complexos e um valor de mercado superior ao mel comum.
  • Protagonismo feminino: o projeto capacita as mulheres na gestão do negócio, desde a confecção das caixas até a comercialização do produto final.

Movimento gera rede de proteção invisível

Quando uma família pantaneira vive do mel, ela se torna a maior guardiã das flores e árvores da região. 

Dessa forma, o sucesso dessas produtoras é o sucesso do Pantanal. Conforme explica o setor econômico regional, iniciativas como essa ajudam a fixar o homem (e a mulher) no campo, oferecendo dignidade e orgulho de pertencer ao Mato Grosso do Sul.

Com certeza, a atividade exige conhecimento técnico e paciência. As abelhas nativas são sensíveis ao uso de agrotóxicos e ao desmatamento. 

Felizmente, o engajamento dessas comunidades tem mostrado que é possível produzir preservando, transformando o Mato em um exemplo de economia verde para todo o país.

aquelemato
Colaborador · AqueleMato
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