Obra do anel viário em Bonito deve retirar tráfego pesado do centro urbano
Política Ambiental

Obra do anel viário em Bonito deve retirar tráfego pesado do centro urbano

26 de abril de 2026 📖 3 min de leitura 👁 7 visualizações

Com investimento superior a R$ 51 milhões, contorno rodoviário de 7,6 km ligará acessos ao aeroporto e a Bodoquena; projeto prioriza preservação ambiental e segurança da fauna local

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A logística urbana da principal vitrine turística de Mato Grosso do Sul inicia uma transformação histórica. 

Recentemente, o Governo do Estado autorizou a construção do anel viário de Bonito, uma intervenção estratégica para desviar o fluxo de veículos pesados da região central. 

Com extensão de 7,6 km, o anel viário ficará entre a MS-382/MS-178, acesso ao aeroporto de Bonito, e entre a MS-178/MS-382, acesso a Bodoquena.

Com efeito, a complexidade do projeto justifica o aporte de R$ 51,2 milhões.

Sob essa ótica, a obra não apenas atende a uma demanda antiga da comunidade, mas também prepara o município para o crescimento contínuo do setor turístico.

Vale destacar que o traçado foi planejado para mitigar impactos ambientais, incorporando passagens específicas para animais e túneis sob rotas históricas, como a Estrada Boiadeira.

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Contorno promete segurança e fluidez

Sob o aspecto operacional, o novo contorno de 7,6 km tem como missão principal absorver a passagem de aproximadamente 500 caminhões que, diariamente, transitam pelo núcleo urbano com destino a Bodoquena e Miranda. 

Além disso, a retirada desse fluxo promete maior segurança para pedestres e fluidez para o transporte de passageiros.

Desta forma, a execução sob responsabilidade da Agesul prevê uma estrutura robusta, com a proposta de:

  • Mobilidade integrada, com pistas duplas acompanhadas de ciclovias e passarelas.
  • Engenharia sustentável, com túneis e passagens de gado para preservar corredores biológicos.
  • Conectividade e integração eficiente entre as rodovias MS-382 e MS-178.

O cenário do turismo em 2026

Paralelamente ao avanço estrutural, os dados do Observatório do Turismo (OTEB) confirmam a pressão sobre a infraestrutura local. 

Isto posto, os indicadores do primeiro trimestre revelam que a cidade mantém sua atratividade, atraindo visitantes majoritariamente das regiões Sudeste e Sul do país.

Conforme apontam as estatísticas de janeiro a março, temos um intenso fluxo de visitantes, com 71.730 turistas registrados no período.

Desses visitantes, São Paulo lidera a emissão (36,4%), seguido por Paraná (10%) e Rio Grande do Sul (7,5%).

Superação de entraves e realocação social

Noutro giro, a viabilização do projeto encerra um ciclo de incertezas iniciado em 2016. 

De acordo com a administração municipal, a obra era tratada como um “sonho” que começou a ganhar contornos reais em 2021, quando a Prefeitura buscou suporte financeiro junto ao Estado. 

Todavia, o percurso até o canteiro de obras enfrentou turbulências: em 2022, a previsão era de que o investimento seria de R$ 27 milhões, valor que, quatro anos depois e após licitações frustradas, acabou saltando para quase o dobro devido à atualização de custos e do projeto.

Nesse sentido, após certames fracassados nos anos anteriores onde nenhuma empresa atendeu às exigências da Agesul, a contratação da empreiteira Cosampa em 2025 finalmente destravou a proposta. 

Entretanto, a conclusão do anel viário na região sul ainda demandará a realocação assistida de cerca de 60 famílias que ocupam a faixa de domínio, um passo sensível para o fechamento do contorno definitivo.

A realidade é que investimentos dessa magnitude consolidam Bonito como referência global em gestão de destinos. Afinal, o desenvolvimento econômico só é pleno quando caminha lado a lado com a proteção dos ativos naturais que tornam MS único.

aquelemato
Colaborador · AqueleMato
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