Nova ferramenta mapeia 116 mil indígenas de 139 etnias no estado; Mato Grosso do Sul se consolida como o 3º maior polo populacional do país e referência em políticas públicas
Mato Grosso do Sul acaba de dar um passo gigante na transparência e no cuidado com suas raízes.
Recentemente, o Governo do Estado lançou o Painel Povos Originários, uma ferramenta estratégica que mapeia de forma inédita as condições de vida, o território e a diversidade dessas populações.
Nesse sentido, o estado se confirma como a terceira maior força indígena do Brasil, somando 116.469 pessoas, o que representa quase 7% de toda a população indígena nacional.
Dados mostram perfil demográfico
Em primeiro lugar, os dados consolidados pelo painel mostram que 59% dessa população vive dentro de terras indígenas.
Dessa forma, o levantamento evidencia um perfil demográfico predominantemente jovem, concentrado entre os 15 e 29 anos, e com uma leve maioria feminina.
Além disso, a plataforma revela uma diversidade que rompe com visões simplistas.
Portanto, embora a Funai reconheça oficialmente oito povos em MS (Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Guató, Ofaié e Atikum), o sistema identificou 139 etnias e 48 línguas circulando por nossas terras.
MS como polo de referência
Nesse contexto, essa diferença numérica mostra que o Mato Grosso do Sul funciona como um ímã para indígenas de todo o país.
Além disso, a qualidade das políticas públicas em áreas como saúde e educação atrai pessoas de diversas regiões, transformando o estado em um polo de referência multicultural.
Tecnologia a serviço da cidadania
De acordo com os desenvolvedores, o sistema é fruto de uma parceria entre o Observatório da Cidadania, a Secretaria de Estado da Cidadania e a UFMS.
Dessa forma, o painel monitora desde taxas de natalidade até moradia e educação, com dados detalhados de todos os 79 municípios sul-mato-grossenses.
Com isso em mente, o objetivo é orientar a criação de leis e projetos que sejam, de fato, eficazes para cada realidade.
Desafios da visibilidade urbana
Ao cruzar esses dados com a realidade das cidades, percebemos que a identidade indígena pulsa intensamente fora das aldeias.
Ou seja, o Painel Povos Originários permite que o gestor público veja onde esse cidadão está, garantindo que ele não seja “invisível” no asfalto.
Dessa maneira, o portal Aquele Mato celebra essa ferramenta.
Afinal, conhecer para respeitar é o caminho para honrar quem mantém viva a essência do nosso mato.

