Plano Nacional para reduzir atropelamentos de fauna é aprovado na Câmara
Conservação & Meio Ambiente

Plano Nacional para reduzir atropelamentos de fauna é aprovado na Câmara

09 de maio de 2026 📖 3 min de leitura 👁 6 visualizações

Projeto de Lei 466/2015 cria estratégia nacional com passagens de fauna e cercamentos; Mato Grosso do Sul, referência negativa em acidentes, aguarda medidas urgentes

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Para quem percorre as estradas de Mato Grosso do Sul, a cena é tristemente comum, mas uma mudança histórica começou a ganhar forma em Brasília.

Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou, de forma simbólica, o Projeto de Lei nº 466/2015, que institui o Plano Nacional de Segurança Viária para Fauna Silvestre. 

Agora, a proposta segue para análise no Senado, trazendo a promessa de transformar rodovias e ferrovias em caminhos mais seguros para os animais e para os motoristas.

O plano não foca apenas em obras, mas também em inteligência e educação ambiental. 

A proposta visa conscientizar condutores e comunidades sobre a importância da redução de velocidade e do respeito às áreas de travessia. 

Sendo assim, uma das maiores inovações é a criação do Cadastro Nacional de Acidentes com Animais Silvestres, um banco de dados unificado que permitirá identificar os pontos críticos (hotspots) de atropelamento em todo o Brasil para direcionar as intervenções de forma precisa.

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A realidade crítica de Mato Grosso do Sul

De fato, o nosso estado foi citado como referência durante os debates em razão dos números alarmantes de perdas de fauna. 

Isso porque as rodovias que cruzam MS são verdadeiros desafios para a sobrevivência de espécies como tamanduás-bandeira, antas e onças-pintadas.

Rodovias como a BR-262 (conhecida pelo alto índice de atropelamentos no Pantanal), a BR-163 e a estadual MS-080 concentram registros frequentes que preocupam pesquisadores e autoridades.

Estudos locais apontam que MS é um dos estados que mais perde grandes mamíferos em acidentes viários, o que torna a implementação de passagens de fauna e cercas direcionadoras uma questão de emergência ambiental.

Medidas de prevenção e infraestrutura

Na prática, esse movimento gera uma obrigação para as novas concessões e obras rodoviárias. 

O plano prevê a instalação de estruturas que permitem o deslocamento dos animais sem que eles precisem cruzar a pista:

  • Passagens de fauna: túneis sob a pista ou pontes vegetadas.
  • Cercamentos estratégicos: barreiras que impedem o acesso dos animais ao asfalto e os direcionam para as passagens seguras.
  • Sinalização inteligente: placas e redutores de velocidade em trechos de alta incidência de travessia.

Próximos passos no Senado

Com certeza, a aprovação na Câmara é uma vitória da sociedade civil e de entidades que lutam pela fauna.

Agora, a pressão se volta para o Senado. Se aprovado e sancionado, o plano será a primeira política nacional robusta a tratar o atropelamento de fauna como um problema de segurança viária e saúde pública, e não apenas uma “fatalidade” da natureza.

Dicas para o Mateiro no volante

Enquanto as medidas de infraestrutura não chegam, a nossa atenção é a melhor prevenção:

  • Reduza a velocidade ao entardecer e amanhecer: são os horários de maior movimentação dos animais.
  • Respeite a sinalização: placas de “animal na pista” não são apenas avisos, são alertas de risco real.
  • Farol alto com moderação: se avistar um animal, baixe o farol para não ofuscá-lo (o que faz com que ele paralise na pista) e buzine levemente para espantá-lo.
aquelemato
Colaborador · AqueleMato
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