Incêndio na região da Curva do Leque mobiliza força-tarefa há dois dias; equipes utilizam tratores e monitoramento permanente para conter diversos focos ativos em Corumbá
O coração do Pantanal sul-mato-grossense volta a enfrentar o desafio das chamas.
Novamente um incêndio de grandes proporções atingiu a região do Nabileque, especificamente na área conhecida como Curva do Leque, em Corumbá.
Agora, o combate entra no seu segundo dia consecutivo de mobilização intensa, exigindo uma operação conjunta entre o braço estatal e a força voluntária local.
De fato, a situação demanda fôlego e estratégia.
Além disso, o 3º Grupamento de Bombeiros Militar (3º GBM) confirmou que as frentes de trabalho estão operando sem interrupções para evitar que o fogo avance sobre novas áreas de vegetação nativa.
A força do mutirão entre militares e voluntários
Nesse momento, trabalhadores rurais e voluntários da região estão atuando lado a lado com os bombeiros, fornecendo não apenas braços, mas maquinário essencial.
Portanto, a estrutura de combate conta com o apoio estratégico de três tratores, sendo dois deles equipados com tanques-pipa, cedidos pelas fazendas locais.
Dessa maneira, o uso de tecnologia pesada soma-se ao trabalho manual exaustivo realizado em três frentes distintas de ataque às chamas.
O arsenal do combate e o monitoramento
A guerra contra o fogo é feita com técnica e ferramentas específicas.
Ou seja, as equipes estão equipadas com equipamentos de corte, como motosserras, foices e facões para a criação de aceiros.
Além de enxadas e ferramentas manuais para garantir que os focos eliminados não reiniciem com o vento, fazendo o controle de rescaldo.
Da mesma maneira que é feita uma supressão direta, com bombas costais e sopradores para abafar os focos menores.
De acordo com as informações oficiais dos militares em campo, há diversos focos ativos sob monitoramento permanente, e a estratégia envolve combate direto (água e abafamento) e indireto (aceiros e queima controlada defensiva).
- Alerta: A população deve acionar o telefone 193 imediatamente ao avistar qualquer sinal de fumaça em áreas de mata.
Vigilância permanente no bioma
Claro que o sucesso da operação até aqui deve-se à rápida resposta e ao conhecimento tático das equipes sobre a geografia do Nabileque.
Porém, o combate segue sem previsão de encerramento, e o Corpo de Bombeiros orienta a população a não fazer uso de fogo.
Atualmente, a região permanece sob vigilância rigorosa para evitar que as chamas atinjam áreas de preservação permanente ou sedes de propriedades.