Quem habita ou visita o Pantanal sabe que o bioma é regido por leis próprias de força, paciência e renovação. Essa jornada de sobrevivência ganha agora uma perspectiva profundamente poética e inédita: a visão de uma própria onça-pintada.

O documentário “Marcha das Onças”, primeira grande produção original de história natural da Netflix na América Latina, traz a renomada atriz Fernanda Torres emprestando sua voz à matriarca Patrícia, uma onça-pintada cuja trajetória foi acompanhada ao longo de cinco anos de expedições pelo coração do Pantanal.
Dirigido pelo cineasta e documentarista de natureza Lawrence Wahba em parceria com Mike Bueno, o longa é uma coprodução da brasileira Duo2 com a produtora francesa Bonne Pioche, a mesma responsável pelo premiado e aclamado A Marcha dos Pinguins.
A força de um legado familiar no coração do bioma

Em vez de uma narrativa técnica e distante, o documentário convida o espectador a imergir no universo do maior felino das Américas sob um olhar intimista. A história acompanha o crescimento de Marcela e Rio, netos de Patrícia, revelando os aprendizados da infância, os dramas do amadurecimento, as estratégias de caça e os perigos reais impostos pelas transformações ambientais na região.
Ao dar voz à matriarca, Fernanda Torres traduz os laços familiares e a resiliência de espécies que enfrentam secas, queimadas e a perda gradual de seus territórios. O projeto contou com o apoio essencial de guarda-parques, pesquisadores e moradores locais para documentar a rotina desses animais sem interferir em seu comportamento natural.
“Devagarinho, no seu tempo, a natureza nos revelou uma história extraordinária, com personagens carismáticos, drama, dor, perigo, amor e superação”, destaca o diretor Lawrence Wahba sobre os anos de filmagem na região do Parque Estadual Encontro das Águas e arredores.
Além de destacar o valor intrínseco de cada indivíduo da fauna pantaneira, “Marcha das Onças” é uma verdadeira celebração da biodiversidade brasileira e um alerta sobre a urgência de proteger os corredores ecológicos do nosso estado e do país.
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A história de Patrícia nos lembra que cada animal no Pantanal carrega um papel insubstituível para o equilíbrio do ecossistema.
Você também pode contribuir com o mapeamento e com a valorização da nossa biodiversidade:
- Pratique a observação responsável: ao explorar o Pantanal ou os parques urbanos de Mato Grosso do Sul, mantenha a distância de segurança da fauna.
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