O raro encontro dos rios Touro Morto e Aquidauana desenha um dos contrastes mais bonitos do Pantanal
Ecoturismo

O raro encontro dos rios Touro Morto e Aquidauana desenha um dos contrastes mais bonitos do Pantanal

01 de julho de 2026 3 min de leitura 3 visualizações

No Pantanal profundo, os rios Touro Morto e Aquidauana correm lado a lado sem se misturar, um raro contraste de águas flagrado por um pescador em MS.

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No Pantanal de Mato Grosso do Sul, dois rios se encontram e, por vários quilômetros, simplesmente escolhem não se misturar.

É o que acontece entre o rio Touro Morto e o rio Aquidauana, num fenômeno parecido com o encontro das águas do Rio Negro com o Solimões, no Amazonas,, só que no nosso quintal, a cerca de 100 km do município de Miranda.

O registro que colocou esse contraste em evidência nesta semana é do pescador esportivo Bruno Girotto, que compartilhou um vídeo do encontro na página Pescadores MS, dedicada a mostrar rios e expedições de pesca em Mato Grosso do Sul. Nas imagens, uma faixa d’água escura corre lado a lado com o barrento Rio Aquidauana, sem se diluir no leito comum.

Vídeo: Bruno Girotto

Por que a água não se mistura

Apesar de a palavra “encontro” sugerir uma mistura imediata, diferenças físicas entre as duas águas explicam por que elas seguem lado a lado por quilômetros antes de finalmente se juntarem, o mesmo fenômeno observado no encontro do Rio Negro com o Solimões. Segundo Girotto, a faixa escura do vídeo é o Rio Touro Morto. “Fica escura porque dá para ver o fundo do rio, de tão transparente que ele é por vir de vazante”, explica.

O contraste com o Rio Aquidauana, carregado de sedimentos e, por isso, mais claro e barrento, é o que cria o efeito visual que impressiona quem vê o vídeo pela primeira vez.

Fauna abundante e acesso só de barco

A região do Touro Morto é isolada e só pode ser alcançada de barco, a cerca de duas horas da ponte do Passo do Lontra. Girotto conta que o local abriga uma fauna pantaneira farta: onças-pintadas, antas, capivaras e tuiuiús circulam pelos arredores dos rios.

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Por isso, e pelo acesso difícil, o próprio pescador recomenda que a visita seja sempre feita com o acompanhamento de um guia local — cuidado especialmente relevante numa área remota do Pantanal com presença regular de fauna silvestre de grande porte.

Ecoturismo e pesca esportiva na região

Além do valor paisagístico, o encontro dos rios fica numa área de pesca conhecida entre os praticantes de pesque-e-solte, única modalidade permitida na região — os rios têm dourados, pacus e pintados, segundo Girotto.

Dessa forma, é um roteiro que combina observação de paisagem, fauna e pesca esportiva responsável, e que reforça algo que quem vive no Pantanal já sabe: mesmo em trechos pouco explorados pelo turismo convencional, o bioma segue guardando cenários comparáveis aos mais famosos encontros de águas do país.

Quem se interessar por esse tipo de expedição de barco, saindo de Miranda ou do Passo do Lontra, deve sempre buscar acompanhamento de guias e operadores especializados na região — tanto pela dificuldade de navegação quanto pelo respeito à fauna silvestre que faz desse trecho do Pantanal um destino tão rico.

aquelemato
Colaborador · AqueleMato
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