Pesquisa nacional quer ajuda para localizar tatu-bola em MS
Conservação & Meio Ambiente

Pesquisa nacional quer ajuda para localizar tatu-bola em MS

26 de abril de 2026 📖 3 min de leitura 👁 13 visualizações

Com estimativa de perda de 50% da população em cinco anos, Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) convoca moradores e trabalhadores do campo para identificar redutos do menor tatu do Centro-Oeste

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O destino de um dos animais mais emblemáticos do Brasil corre contra o tempo nas planícies pantaneiras. 

Por isso, pesquisadores do Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) lançaram um questionário nacional com o objetivo de localizar os últimos refúgios do tatu-bola em Mato Grosso do Sul. 

Dessa forma, a iniciativa busca não apenas mapear a presença da espécie, mas fundamentar estratégias de preservação urgentes para evitar sua extinção.

Isso porque a vulnerabilidade do animal é acentuada por suas características biológicas. 

Ao contrário de outros tatus, o tatu-bola não cava tocas profundas e possui baixa velocidade de deslocamento. 

Então, quando se sente ameaçado, ele se enrola sobre o próprio corpo, uma estratégia eficiente contra predadores naturais, mas fatal diante do avanço dos incêndios florestais.

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O impacto das chamas e do desmatamento

Sob o aspecto ambiental, os números são alarmantes. 

Estimativas do ICAS indicam que o Pantanal pode ter perdido metade de sua população de tatu-bola nos últimos cinco anos. 

Em contrapartida às defesas naturais da espécie, o fogo não oferece chance de fuga para o animal que, ao se assustar, acaba se tornando uma vítima fácil das queimadas.

Desta forma, a degradação do habitat surge como o segundo grande vilão.

Para começar, há a conversão de pastagens, quando áreas antes destinadas à pecuária extensiva estão dando lugar a monoculturas de soja e eucalipto.

Assim como a fragmentação de habitat, pois a substituição da vegetação nativa dificulta a sobrevivência e o deslocamento da espécie, mesmo em locais historicamente povoados por ela.

E mais, atualmente, os registros mais consistentes em MS concentram-se na região da Serra do Amolar, na divisa com Mato Grosso e a fronteira boliviana.

Pesquisa depende da sua participação

Paralelamente ao esforço técnico, a pesquisa depende essencialmente da participação de quem vive o dia a dia do bioma. 

Então, o questionário busca coletar relatos de peões, fazendeiros e moradores que tenham avistado o animal em suas propriedades.

Conforme explica o presidente do ICAS, Arnaud Desbiez, essa colaboração é o que permitirá redesenhar o mapa de distribuição da espécie na região.

Nesse sentido, a preservação do tatu-bola é vital para o equilíbrio do ecossistema. Além de auxiliar no controle de pragas, o animal atua na aeração do solo e suas passagens servem de abrigo temporário para diversas outras espécies da fauna pantaneira.
Noutro giro, o desaparecimento de um animal que pesa apenas 2 quilos e possui hábitos noturnos pode passar despercebido por muitos, mas seu impacto ambiental é imenso. 

Todavia, o engajamento da sociedade civil e o rigor no monitoramento de áreas convertidas para a agricultura são os pilares necessários para reverter esse cenário de declínio.

Afinal, o tatu-bola não é apenas um símbolo nacional; é uma peça insubstituível na engrenagem que mantém o Pantanal vivo e pulsante.

aquelemato
Colaborador · AqueleMato
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