Projeto de lei quer regulamentar visitas a aldeias e quilombos em MS
Cultura & Comunidade

Projeto de lei quer regulamentar visitas a aldeias e quilombos em MS

08 de maio de 2026 📖 3 min de leitura 👁 0 visualizações

Proposta apresentada na ALEMS busca garantir segurança jurídica e autonomia para povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais transformarem sua cultura em renda sustentável

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Mato Grosso do Sul está prestes a dar um passo gigante na organização do seu turismo mais autêntico. 

Durante sessão na Assembleia Legislativa (ALEMS), o deputado estadual Pedro Kemp (PT) apresentou o Projeto de Lei 56/2026, cuja proposta estabelece diretrizes para o Turismo de Base Comunitária (TBC), um modelo que foca na valorização cultural e na conservação ambiental como motores de inclusão social.

Assim, o projeto busca garantir que o turismo seja uma ferramenta de desenvolvimento local, e não uma atividade que descaracterize os territórios. 

Definido como aquele que incorpora os valores do “bem viver”, da economia solidária e do comércio justo, o TBC quer promover um intercâmbio respeitoso entre visitantes e anfitriões.

Projeto mostra que MS é celeiro de diversidade

De fato, o nosso estado é um celeiro de diversidade. 

Nesse sentido, o projeto destaca que MS possui ativos culturais únicos que justificam essa regulamentação:

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  • O Estado abriga a segunda maior população indígena do país.
  • A casa da Comunidade Tia Eva, em Campo Grande, é o primeiro território quilombola tombado pela União.
  • Além de aldeias e quilombos, a lei prevê atividades em assentamentos rurais, comunidades de agricultores familiares e povos de terreiro.

Economia solidária e valorização da raiz

Na prática, esse movimento gera uma nova dinâmica econômica para as comunidades. As diretrizes do projeto focam em:

  • Incentivo ao local: com valorização direta do artesanato e da culinária regional.
  • Organização coletiva, estimulando o cooperativismo para que o lucro seja distribuído de forma justa entre todos os envolvidos.
  • Sustentabilidade, ao promover um turismo “ambientalmente correto e socialmente justo”, fugindo do desgaste do turismo de massa.

Proposta ainda oferece experiências mais autênticas

Dando um passo adiante, a proposta está alinhada a uma tendência mundial. 

Isso porque o viajante de hoje busca conexão real e aprendizado. 

Em suma, a regulamentação é essencial para evitar distorções e garantir a autonomia dos povos tradicionais. 

Conforme reforça o autor da proposta, é uma forma de gerar renda preservando a cultura, garantindo que MS seja um exemplo de desenvolvimento conectado com a sua realidade.

Agora, o projeto começa a tramitar nas comissões de Mérito e de Constituição e Justiça da Assembleia antes de ir para votação em plenário.

Felizmente, o debate já está na mesa, e o futuro do turismo em Mato Grosso do Sul caminha para ser cada vez mais humano, sustentável e comunitário.

aquelemato
Colaborador · AqueleMato
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